domingo, 15 de março de 2020

Jogadores Brasileiros de Reversi, de 2004 a 2020





Olá a todos, resolvi fazer uma lista com todos os jogadores brasileiros conhecidos de 2004 a 2020 e suas respectivas posições dentro de um nível técnico abrangente, para servir de referência de análise para as novas gerações de jogadores. Apesar de que estar nessa lista mostra que de alguma forma você fez parte do Othello/Reversi nacional, não estar nela não significa que não tenha feito, pois não foi possível identificar e analisar direta ou indiretamente todos os jogadores brasileiros, seria humanamente impossível. Já informo que essa lista não tem ligação alguma com a lista de ranting mundial, pois pra entrar nessa, são necessário alguns critérios para que o jogador tenha seu nome escrito nela, já a lista que fiz, os critérios são outros e poucos. Essa é de longe a lista mais completa feita por mim. Deixando bem claro que o intuito da lista é tão somente analisar como anda o desempenho e o número de jogadores brasileiros como um todo, não tendo foco utilizar a lista para superestimar ou menosprezar alguém. Essa é apenas uma pequena parte de uma divulgação que vai muito além disso. O alicerce da divulgação está no diálogo, negociações, publicidade, apoio mútuo e paixão ao jogo. O nível técnico de cada um restringi-se a uma esfera lúdica, (muitas das vezes desnecessária à pessoa ou pessoal) podendo somar-se aos pilares encimados para uma maior divulgação. Em todos os esportes temos ranting, mas não teríamos rantings sem esportes bem estruturados. Deixo bem claro que essa lista é um recorte momentâneo de algo fluído e móvel, apenas mostrando o status atual de cada jogador, sendo ela mutável a cada momento, hoje quem está abaixo dos 30 pode estar entre os 20 em três meses, por exemplo, e vice e versa.

Essa lista foi um exercício mental, tentando buscar na memória habilidade de jogadores antigos e como isso se encaixaria no nível de jogadores mais recentes, e entendam a palavra recente como algo “de 2010 para cá”, ou seja, nos últimos dez anos. É praticamente impossível conseguir uma lista impecável sobre o real nível técnico de todos os jogadores da lista, tão como também torna-se bastante difícil colocar todos os jogadores brasileiros da história nela, uma vez que muitos são/ou eram jogadores anônimos. Em alguns casos na lista, eu fiz a análise comparada, o que é isso? Com base na colocação em determinados campeonatos e, já sabendo do nível técnico de alguns dos jogadores desse mesmo campeonato, (do qual tive acesso a partidas) presume-se com essa base a média do nível técnico de algum jogador específico, mesmo sem ter analisado alguma partida do mesmo, isso corroborado a outros campeonatos tem-se uma ideia da habilidade estratégica do jogador em questão, mesmo sem antes nunca tê-lo visto jogar. Até os vinte primeiros colocados temos uma abordagem bastante realista, pois mesmo os que não jogam mais, deixaram como última impressão o status de muita habilidade no jogo, daí até os trinta poderíamos colocar no mínimo cinco jogadores anônimos entre cada colocação, da posição trinta até a posição quarenta podemos colocar dez jogadores entre cada colocação e da posição quarenta até a cinquenta uns quinze jogadores anônimos entre cada posição, isso pensando em uma média, devido ao longo tempo que a lista se predispõe a buscar e o número de jogadores que não se aglomeram em uma única plataforma, somando aos que possivelmente jogam offline em apps ou a jogadores que somente jogam em tabuleiro (sobre os jogadores anônimos aconselho que leiam uma postagem no meu blog sobre isso, título: Qual o perfil dos jogadores brasileiros?) Por isso mesmo que se focarmos em perguntas como: Quantos novos jogadores surgem por dia, semana, mês ou ano nesse jogo? Quantos atingem um bom nível no jogo ou até mesmo independente do nível que atinja, quantos são apaixonados por esse jogo? Quantos desses conseguem durante muito tempo se manter completamente anônimos? (Obviamente não tendo a obrigatoriedade de saírem do anonimato)Talvez o número seja absurdamente alto, talvez inexpressível, a verdade é que não sabemos ao certo sobre isso. Quem sabe futuramente aprendamos a nos focar mais no que ainda não sabemos, do que no o que já sabemos, com isso trazendo novas abordagens ao tema.


Outro fator importante a se ressaltar, é a de que o que define um jogador específico ser melhor do que outro, não é baseado apenas em confrontos diretos entre os mesmos,(até mesmo porque muitos destes jogadores nunca se enfrentaram na vida) e sim através de uma somatória de critérios técnicos adotados, conhecidos e executados.
O Reversi é um jogo um tanto quanto injusto, onde um jogador com um nível avançado e com extensa experiência e números de partidas, pode perder por inúmeras questões para um jogador infinitamente inferior tecnicamente, na verdade, a singularidade matemática e caótica do jogo Reversi é tão grande, e às vezes imperceptível ao primeiro “tato” visual, que um jogador que comece a jogar hoje, pode por ventura, derrotar um campeão. Ao contrário de jogos como Xadrez ou GO onde essa peculiaridade é quase inexistente, no Reversi é comum. Nestes outros jogos, dificilmente ou quase impossivelmente um grande mestre perderá uma partida para um jogador iniciante, característica essa que um bom jogador de Othello/Reversi já abandonou desde o dia que sofreu seu primeiro zeramento contra um jogador de nível longinquamente inferior ao dele. (Wipeout, é o conceito que define quando um dos jogadores captura todas as peças do adversário antes do preenchimento total das casas ou com todas as casas completadas por peças de uma cor, o chamado “zeramento”), ou seja: O fato de, por exemplo, um jogador abaixo da colocação quarenta derrotar alguém que esteja entre os dez melhores, não significa nada em si de maneira geral, apenas demonstrando uma face do que é esse jogo, um caos. Nesse contexto seria, para ser mais justo, uma sequência de várias partidas entre os jogadores para ser ter uma ideia melhor do nível de cada um, não apenas um único confronto.

Os critérios adotados para analisar o nível dos jogadores foram:

Mobilidade: Capacidade em manejar jogadas silenciosas, visando administrar um número mínimo (menor) e eficiente de discos próprios. Para lapidar todo tipo de jogadas possíveis em pouco tempo de partida, jogadores muito bons em mobilidade, costumam vencer as partidas antes da metade do jogo, mesmo contra jogadores fortes.

Criatividade: Habilidade em criar jogadas novas e realizar combinações entre elas. Estes jogadores emendam jogadas entre si, (Juntam Checkerboarding com Stoner Trap, por exemplo, depois transforma isso em alimentação opositora) além de convergirem de uma para outra de maneira muito rápida e imprevisível.

Atacar Criando Armadilhas: Como uma face da criatividade, aqui se destaca o jogador agressivo, acostumado e familiarizado em realizar jogadas de ataque, muitas das vezes criando armadilhas no jogo. Geralmente jogadas como Stoner Trap, Manobra de Landau, Ataque ao 4 e Envenenar Discos, estão na linha de raciocínio desses jogadores.

Posicionamento e Defesa: Aqui se destaca o jogador que sabe se posicionar e se defender bem, esperando o melhor momento para atacar, muitas das vezes estes jogadores dominam estratégias como Flat Theory, Chekerboarding, Alimentação Opositora e Jogadas Silenciosas. Este tipo de jogador sabe muito bem o que são discos de fronteira e Tsujis dentro da prática, e não cometem erros ingênuos.

Tempo e Ritmo: Esses jogadores são mestres em mobilidade e extrações além de excelentes executores de jogadas resultantes em Swindles e Alimentação Opositora, além de exímios executores de todo tipo de Tsujis (além das Swindles). Nem todo jogador bom em mobilidade é necessariamente bom em Swindle, mas todo bom jogador que realiza Swindles entende bastante de mobilidade e posicionamento, para isso é imprescindível entender de Tempo e Ritmo de jogo.

Como eu disse anteriormente, é impossível avaliar todos os jogadores e dizer qual faz ou domina o que nesse leque estratégico, só o que tenho são avaliações pontuais e comparações, juntando-se a isso o que tenho em minha memória de partidas que joguei, ou vi estes jogadores jogarem, somando-se à análise comparada.

Quais são os critérios para estar com o nome na lista? Somente dois.

O primeiro e mais crucial é o da pessoa ser um(a) jogador(a) de verdade. Muitas pessoas já passaram por esse jogo, já participaram de campeonatos e etc. Porém muitas dessas não jogam mais por diversos motivos, o que me levou a conjecturar: Por que considero alguns jogadores de Reversi/Othello que não jogam mais como jogadores reais e outros não? A resposta é um tanto quanto simples, não importa o nível técnico da pessoa, o tempo que ficou jogando ou há quanto tempo esteja parada, a única coisa que importa é a pessoa ter jogado esse jogo e o adotado em algum momento como um jogo legal, sem a necessidade exatamente de jogar com amigos ou pessoas conhecidas, em que a mesma gostava e jogava por puro interesse lúdico e iniciativa própria, ou seja, ter jogado por puro deslumbre e interesse em se divertir ou aprender mais sobre ele. Só isso já basta para estar na lista. Só para complementar como exemplo, eu jogo Conexão 4 às vezes, (Connect Four/Four in a Row é um jogo estratégico com tabuleiro vertical) já joguei várias vezes, mas não me sinto um jogador de Conexão 4, mesmo tendo até um tabuleiro, pois o que me leva a jogar esse jogo é apenas a diversão que terei com pessoas queridas, somente jogo com amigos, tanto online quanto offline, sem isso eu não me interesso em jogar, assistir, aprender ou estudar algo sobre o jogo, e esse fator extra, que é jogar apenas para se divertir com amigos, não basta para eu me considerar um jogador desse jogo, e olha que conheço e jogo esse jogo há mais de dez anos, o que já me tira da lista de novatos, mas raramente joguei com pessoas estranhas, preferindo a companhia das amizades (pois só jogo com a presença dessas pessoas, raramente o contrário disso) sendo que quanto ao Reversi eu jogo de qualquer forma, com ou sem amigos por perto, eu jogo em qualquer lugar, online ou offline, estudo-analiso-leio-escrevo-vejo vídeos-instalo apps e jogo, (não que você precise necessariamente ter todos estes tópicos para ser considerado adepto a um jogo, claro, basta apenas gostar e jogar por conta própria, independente se é chamado para ou não) pelo puro deslumbre em jogar, por isso me considero um jogador de Reversi e não de Conexão 4, por mais que esse jogo seja bem legal. Dentro desse critério abro uma exceção aos jogadores iniciantes, pois ainda estão engatinhando e jogando junto a amigos, podendo ou não tornarem-se jogadores de Reversi no futuro.

O outro critério é ser um jogador com nome real e nível de habilidade real não importando o nível técnico, mesmo que não tenha algum nick identificado ou até mesmo não jogue online, bastando apenas ter sido identificado como jogador, e claro, eu ter tido acesso a alguma partida da pessoa em si. Muitas das pessoas da lista, eu mesmo já joguei com a própria alguma vez, ou conheço ou já joguei com jogadores que essa pessoa já jogou (análise comparada).

Gostaria de deixar alguns adendos aqui, que considero que sejam justos, como eu já havia dito no meu blog há anos em uma postagem, me foi relatado que lá para o ano de 2004, quando muitos dos jogadores da listas estavam começando a jogar, havia um jogador coreano naturalizado brasileiro com o nome de Kyung H. Choi, e seu nick (six9) no site Vog, disseram que ele era bem conhecido mesmo entre os jogadores fora do Brasil, porém infelizmente nunca tive contato com esse jogador, nem cheguei a ver algum de seus jogos, pois só comecei a jogar online em 2006. Com isso, mesmo sabendo que provavelmente este ficaria entre os dez melhores jogadores brasileiros da história, fica difícil saber exatamente sua posição na lista, por isso a ausência do mesmo nela. A outra especificação que eu deixo aqui registrado, é a de que o jogador Pedro Jorge, que se destacou entre os brasileiros nos anos 2000, com seu nick Le Magnific no site Flyordie, por mais que se parecesse com um jogador brasileiro, na verdade era português, e que por isso não está na lista apesar de ter sido um grande jogador. Caso estivesse nessa lista, ocuparia a quinta posição, provando que era de fato um jogador muito forte. O jogador número 1 da lista, o Adrian e seus nicks buyo ou adybuyo talvez seja na verdade japonês naturalizado brasileiro, segundo me passaram na época, porém não tenho tanta certeza quanto a isso, devido ao seu nível de português e trejeitos culturais à nossa cultura (Além de “Adrian” não ser necessariamente um nome de origem japonesa, a não ser que o mesmo utilizasse esse como um vulgo) talvez tivesse ascendência japonesa, não sendo exatamente japonês, mas isso é só uma hipótese minha.

Bom, agora vamos à lista.

Eu usei o mesmo esquema que já usei várias vezes, a letra à frente do nick informa o site onde a pessoa joga ou jogou com maior frequência; então “P” é de PlayOk e “F” é de Flyordie, como na lista há jogadores que também jogam no Othello Quest, usei “OQ” para informar isso. Apesar de apenas um exemplo na lista, temos alguns jogadores que já jogaram pelo Reversi do Facebook alguma vez, inclusive eu, mas não é tão comum entre os jogadores brasileiros conhecidos (porém pode ser encarada como uma incógnita, levando em conta que milhares de brasileiros têm acesso ao Facebook diariamente e, muitos jogadores brasileiros são anônimos, poderíamos nos surpreender com o possível número de jogadores brazucas que há na plataforma, mas não sabemos nada sobre isso) a sigla para a plataforma do Facebook é “RF”. Mas ao contrário das minhas outras listas, e devido ao número de jogadores iniciantes em uma lista minha, nessa eu acrescentei a letra “N” anteriormente ao informe de site, que informa que o jogador ou a jogadora é novato(a), pois assim fica mais fácil de entender que a pessoa ainda tem um longo caminho de progresso no jogo, podendo estar muitas posições à frente em listas futuras.

Ranting Técnico de Jogadores Brasileiros de Reversi/Othello de 2004 a 2020:

1 – Adrian                           (buyo) - P
2 – Dennis Medeiros          (johnnyherbert) - P
3 – Guilherme Chyodetto   (REVERSIIMASTER) - F
4 – Jun Takemoto               (Nick  Desconhecido)
5 – Anuar Haddad              (StepMan) - F
6 – Lucas Cherem              (carlbarks2003) - P
7 – Robson                         (robão) - F
8 - Henrique Oliveira         (henrique1) - F
9 – Vitor Cid                      (lordvitor3) - P
10 - Paulo Silva                  (bizonho21) – P
11 – Rose Matsumoto         (Rose) - F
12 – Ricardo Brandão         (BUJUVALO) - F
13 – Adegar Alves              (admiib) - P
14 - David Souza                (davidd2) – P
15 - Fernanda Pimentel       (mindplay) – P
16 – Marcos Pires               (reversisp) - P
17 - Suzana Petry                (sukerida) – F
18 - Elk Frank                     (elkfrank) – P
19 - Denis Ribeiro               (Fora Dilma) - F
20 – Peter Buchan               (bossa0nova) - P
21 – Alexandre Rossi          (arossi010) – P 
22 - Melcks Lima                (Nick Desconhecido)
23 - Renato Waitman          (rewait) - F
24 - José Lucimério            (Nick Desconhecido)
25 - Daniel Dantas              (ddantas) – P
26 - Lucas Cid                     (lordlucas4) – P
27 - Paulo Farina                 (grandep1) – P
28 - Mitsuru Dairokuno       (Milkky014) – OQ 
29 - Carlos Roberto             (745i) – F
30 - Eunice Oliveira            (Nice) - F
31 - Gabriel Marden            (SouzaMarden) – OQ
32 - Humberto Lopes          (betolopes) – F
33 – Rubens Pereira            (captainsnake) – P
34 – Halan Dayvs                (halandavys1985) – OQ
35 – Paulo Kitada                (Paceaki) - N OQ
36 - Carlos André                (yusuke2020) - N P
37 - Moisés Correia Jr.        (Mothello68) – OQ
38 - Vitor Paié                     (VitorPaie) - OQ
39 - Alfredo Jara                 (apeine) – P
40 - Dinah Godoi                (Sem Nick)
41 - Kauana Aguiar             (Sem Nick)
42 - Licínio Fernandes         (Sem Nick)
43 - Roberto Iglesias            (Nick Desconhecido)
44 - Sidd Pires                      (Siddpires) - F
45 - Jesualdo Tubero            (Sem Nick)
46 - Alamir Jr.                      (alamirjr) – P
47 - Evans Fritsch                (fritsch) – OQ
48 - Alexandre Freitas         (AFreitas) – OQ
49 - Guilherme Lisboa         (guilhermeno) - P
50 - Rosângela Taranto        (DANDA) - N F
51 - Marcos Januário           (Sem Nick) N RFB
52 - Rodrigo Edelton           (rodrigo) – N OQ
53 - Rafael Paié                   (RPaie) – OQ
54 - Joselita Fuza                 (Sem Nick)
55 - Fernando Machado       (fernandocovil) – N F
56 - Janfrancisco Ramalho   (Janfrancisco) - F
57 - João Souza                    (Sem Nick)
58 - Estela                            (Estela) - N F 
59 - Natalia Micheleto         (Sem Nick)
60 - Lourdes Klava              (Sem Nick)
61 - Vanessa Fabiane           (ttprata) - N OQ
62 - Martinho Santos           (martyu) - P
63 - Ricardo Barros             (carval) – N P
64 - Gilberto Ceorlin           (ceorlin) - N OQ


Esses são os sites mencionados onde podemos encontrar esses jogadores:

PlayOk

Essa é uma plataforma polonesa, conhecida antigamente como Kurnik, é ainda hoje um dos sites mais famosos do mundo dos jogadores de Reversi em todo o mundo.

www.playok.com

Flyordie

Essa é uma plataforma húngara, fundada em 2001, é há anos, tem sido provavelmente uma das maiores concorrentes da PlayOk, também é muito famosa entre os jogadores de Reversi em todo o mundo.

www.flyordie.com


Othello Quest, conhecido antigamente como Reversi Wars, é de longe o aplicativo mais famoso no mundo dos jogadores online de Reversi, a dona é a empresa japonesa Mega House, que também detém todos os direitos de patente do jogo Othello ao redor do mundo.

https://play.google.com/store/apps/details?id=fm.wars.reversi


Reversi do Facebook

Plataforma norte-americana essa que dispensa apresentações, serve de local para alguns jogadores brasileiros, devido à facilidade e a possibilidade de se jogar utilizando o próprio login do Facebook para isso.

https://www.facebook.com

domingo, 1 de março de 2020

Quando a Criatividade Resolve Jogar Reversi, Os Mais Lindos Tabuleiros

Sim, cá estou um dia após o principal dia do ano bissexto para usar o meu tempo produzindo algo mais descontraído, que é falar de tabuleiros de Reversi. Já fiz tantas postagens sobre esse tema aqui no meu blog que nem ao menos consigo relembrar quantas vezes falei do assunto, inclusive já mostrei alguns desses tabuleiros por aqui, mas dessa vez o que apresento-lhes é um pouco diferente do que já mostrei aqui no blog, se trata de tabuleiros de manejo artístico, que o foco foi direcionado a causar deslumbre, encanto e agradar aos olhos de todas as formas possíveis. E tem gosto para tudo, passando por trabalho em materiais como cerâmica, vidro ou acrílico; mas também temos o de metal, seja em toda a sua estrutura ou em suas peças.

Obviamente que de acordo com essa variedade e com seus gostos pessoais, alguns tons soaram como excêntricos ou incomuns demais. Porém é possível notar, alguns com traços de puro capricho de seus escultores, seja na beleza, nas cores, no designe, na extravagância e autenticidade. E antes que isso fique parecendo uma apresentação de moda de algum estilista de renome internacional, já vou mostrar logo abaixo os dito cujos.

Não antes de pedir a colaboração de vocês para ajudar na divulgação desse blog, gaste uns minutinhos ai, leia algum artigo que ache mais legal e se gostar, compartilhe em algum lugar onde tenham pessoas interessadas. Se você é um jogador de Reversi e quer aprender estratégias sobre esse jogo, me ache no Youtube no canal com o meu nome, digite: Fabrício Silva Othello que já vai aparecer meus vídeos. Enfim, vamos caminhando sem deixar esse jogo cair no esquecimento, borá lá?

Agora sim, os tabuleiros.



Reversi de Acrílico, Grande - (Foto 1)




Reversi de Acrílico, Grande - (Foto 2)





Reversi de Acrílico Luxo - (Foto 1)




Reversi de Acrílico Luxo - (Foto 2)



Reversi de Vidro, Ótica



Reversi de Cerâmica




Reversi de Acrílico - (Foto 1)




Reversi de Acrílico - (Foto 2)


Reversi de Peças de Metal - (Foto 1)



Reversi de Peças de Metal - (Foto 2)




Reversi de Metal, Magnético





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Othello – Qual o futuro do país no foco de grandes talentos na modalidade?



Othello – Qual o futuro do país no foco de grandes talentos na modalidade?

Vamos lá, fiquei meio relutante em fazer essa postagem por se tratar de um assunto delicado, mas penso que seria bom para os jogadores navegantes e curiosos que chegam a esse blog periodicamente, saber um pouco da opinião de alguém que joga Reversi desde 2004 e, que frequenta sites de jogos desde 2006. Embora isso seja apenas uma opinião, talvez possa servir de diretriz para algum divulgador vindouro que queira um patamar, uma base de por onde começar, o que acrescentar e o que evitar. Para ser bem sincero não ambiciono nada sobre o assunto, mas se tem alguém que observa esses padrões além de mim, com toda a modéstia, desconheço; ao menos no que tange esse jogo.

Como já disse em postagens antigas minhas, esse jogo bem provavelmente chegou por aqui nos anos de 1970 e em 1980 de maneira massiva, com empresas ligadas à venda de tabuleiros e consoles de videogame, dentre as empresas de jogos e brinquedos temos a Grow, Glasslite (sei que não falei da Glasslite em minhas postagens), e empresas de jogos como Atari, Nintendo e Sega. Nos anos 2000 tivemos o advento de sites de jogos como o Vog, PlayOk (que nessa época se chamava Kurnik) Flyordie, International-Othello, Reversi Para Internet do Windows XP, dentre outros, que reuniam muitos jogadores brasileiros, com predominância nos três primeiros citados. Muito provavelmente foi nessa época que muitos brasileiros tiveram o seu primeiro contato com o jogo para que posteriormente com o surgimento de federações e associações ao redor do mundo, e da própria World Othello Federation em 2005, fundarem uma federação aqui no Brasil em 2006. Isso no entanto foi apenas um meio oficial e, diga-se de passagem muito bom, de divulgação por meios não oficiais, com a ajuda de plataformas como o Orkut e de mecanismos de bate-papo como o MSN ser possível levar conhecimento do jogo à muita gente. Em seu auge a comunidade Othello/Reversi tinha em torno de 370 membros, dos quais, aos menos alguma vez que seja, tenham participado da comunidade lendo algo a respeito dos campeonatos e da federação. No MSN era possível adicionar jogadores desse nicho, ou em sites onde havia uma miríade de brasileiros e, por que não, convidar algum amigo ou amiga que nunca tiveram contato com o jogo antes para umas partidinhas no Reversi do MSN?

Bem, hoje as opções de lugares para jogar aumentaram exponencialmente, com um smartphone nas mãos você pode ter acesso não só às versões de app de alguns desses sites já citados acima, com ênfase ao PlayOk e Flyordie, já que o Vog está extinto e o Windows XP só para os nostálgicos e técnicos conservadores, pode ainda desfrutar do que há de mais moderno nas novas plataformas como o Othello Quest, eOthello, Dr. Reversi ou até o Othello da LITE Games e o Online Reversi da Bluesky Studio pela Microsoft. Temos ainda o Reversi para Facebook, e muito provavelmente inúmeros apps online e offline por ai, temos apps offlines excelentes para treino e aprimoramento, como o Reversatile de Stefan Murawski (antigo DroidZebra de Alex Kompra) e o The Othello da UNBALANCE Corporation que deixam tudo mais fácil para quem quer aprender a jogar de verdade.

Mas por que eu estou fornecendo todos esses dados?

Primeiro pelo fato de que defendo a ideia de que os melhores jogadores de Othello, jogado em tabuleiro, surgiram antes como jogadores de Reversi, jogando durante horas online, tal como os que se sobressaem são os que analisam suas próprias partidas consertando pequenas e grandes falhas no seu próprio jogo, bem como os que analisam jogos de jogadores mais fortes e eventualmente jogam com estes. Pode acontecer de algum jogador não ter nenhum contato online com o jogo ou com aplicativos de aprimoramento e se tornar um bom jogador de Othello? Pode, claro... Da mesma maneira que existe uma boa possibilidade de você atravessar uma rua movimentada de carros com os olhos fechados sem ser atropelado, pode acontecer, mas dependerá mais dos outros do que de você mesmo. Uma vez que para descobrir e melhorar seu nível no jogo dependerá de enfrentar jogadores fortes, e com isso descobrir “de olhos vendados” utilizando apenas de intuição onde possa estar errando, os apps de aprimoramento seria seus olhos nessa analogia e o jogador forte o carro com um motorista atento e bondoso que não te atropelasse e te ajudasse de alguma forma, algo meio difícil. O problema é que jogadores fortes jogando campeonatos aqui no Brasil são algo raríssimo, pode-se contar nos dedos quantos periodicamente vão à competições e menos ainda quantos têm vocação, paciência e didática suficiente para lhe ensinar algo além do básico. Então o melhor método para esse enclave é você mesmo se ensinar e, para isso é extremamente necessário jogar online e aprimorar suas habilidades com algum app específico para isso, ou com programas como o WZebra e NTest para computadores e notebook.

Muito bem, isso tem sido feito?

Não, infelizmente primeiramente boa parte dos jogadores, desde lá em 2006 na comunidade Othello/Reversi (acho que a comunidade é mais antiga, mas não tenho certeza) até os últimos adeptos nos últimos cinco anos abandonaram o jogo, dos mais antigos talvez participasse da comunidade somente pra retratar um jogo que gostava, os que jogavam online simplesmente enjoaram do jogo. Dos jogadores mais recentes muitos sempre foram enxadristas e damistas, pouquíssimos continuaram jogando, mas mais por hobby e interação social do que por ambicionar melhorias táticas no jogo, o que me leva a deduzir que se por meios online a coisa está tão carente de habilidade técnica, e em campeonatos reais o nível técnico está estagnado há anos, o que se pode fazer para que existam mais jogadores fortes nas competições oficiais? Chamar jogadores que jogam há muito tempo online não é a solução, pois jogar há muito tempo não é sinônimo de nível técnico avançado, então não são todos que atingiram esse nível e como eu disse o nível de muitos desses jogadores está baixo há anos, etão no nível intermediário ou abaixo há anos, sem progresso; (o foco é em jogadores com potencial de crescimento no jogo, então estes não são exatamente o público alvo) além de estarem localizados em lugares distantes no Brasil entre si e para as competições aqui na cidade e interior de São Paulo. No máximo se por ventura estes viajassem quilômetros para vir até algum lugar do estado de São Paulo participar de algum campeonato, o que poderiam fornecer seriam partidas com erros que bons jogadores nunca ou raramente cometem. Me refiro especificamente à sites como Flyordie e PlayOk, a nova geração tem mais afinco com o Othello Quest.

Existem inúmeras maneiras de se aprimorar e onde jogar, foi justamente por isso que eu enchi a tela com nomes de sites e aplicativos, além de orientar onde achar online os jogadores brasileiros, mas atualmente posso calcular apenas uns doze jogadores que bem treinados, têm um nível avançado, sendo que cinco com nível bom (o que já os colocam com nível melhor do que mais de 92% dos jogadores que já pisaram em alguma competição oficial no Brasil algum dia, e esse cálculo não é exatamente preciso, ok?) mais 5 com um nível muito bom e, destes os dois que sobram com um nível acima da média geral. E esse grupo, ou qualquer um que por ventura venha a se encaixar dentro dele, é um público alvo. Ou seja, de jogadores com força e habilidade no jogo similar ao que vemos em competições em vários países da Europa, Ásia e Estados Unidos. Deixo já um adendo aqui, que reforçarei mais à frente: Isso não se trata de elitismo técnico, desejo que todos os jogadores sejam bem-vindos dentro das competições oficiais, independentemente se jogam bem ou não, isso no geral pode ser considerado irrelevante. Mas ter uma equipe de jogadores excepcionais no país, em meio há muitos jogadores que estejam ainda aprendendo, seria uma má ideia? Todo esporte tem os seus craques, e isso acaba servindo de estímulo para quem está começando agora em uma modalidade, ter essas boas referências técnicas, além dos inúmeros exemplos de lição de vida e superação que cada um pode fornecer independente do nível técnico no jogo em que se encontre. Ou seja, isso não é "elitismo" e sim um foco em agregar nas competições oficiais "uma elite técnica de jogadores" que de forma alguma sirva de barramento à quaisquer jogadores, estejam no nível técnico que estejam. E também reforço o fato de que é extremamente importante a continuidade das competições em tabuleiro, que de maneira natural pode cedo ou tarde nos brindar com grandes talentos do esporte.Voltando...

E a notícia não muito boa é que desses doze jogadores, apenas uns quatro podem por questões de localidade, tempo e vontade participar dessas competições. Nem sempre todos, nem sempre algum, ponto.

Então como fazer para que venham a essas competições?

Disponibilizando gratificações, brindes e prêmios financeiros, mas... Isso é impraticável aqui no Brasil, uma vez que não existe um reconhecimento do jogo Othello sendo pertencente aos Esportes da Mente, mesmo que de maneira indireta esteja associado. Para pertencer á alguma categoria oficial esse jogo deve ser praticado no mínimo em 100 cidades diferentes, que é uma tarefa um tanto árdua para um jogo tão pouco popular no Brasil. Houve cortes nas verbas destinadas ao ministério do esporte e da educação, o que afetou tudo como um todo também.

De alguma forma, sabe-se lá como, implementar nas escolas o jogo Othello em meio à aulas de Xadrez e Damas, mas como se nem ao menos está sendo possível ensinar os jogos mais famosos nas escolas? É arriscado e contraproducente remar contra a maré. Em 2015 tivemos a última grande revolução do jogo aqui no país, que infelizmente foi minguando até se desbotar quase totalmente em 2020. Então em meio a tudo isso, haveria algum método prático e barato de buscar, criar, estimular e lapidar futuros grandes jogadores no país?

Percebo que por meios online divulgar o jogo, seja com canal no Youtube, páginas no Facebook, blogs e etc. Esse é o único meio barato e sem muitos obstáculos de fazer divulgação do jogo. Talvez pequenas participações em canais maiores possa ajudar, tanto quanto estreitar a relação do jogador em tabuleiro com os jogadores em smartphone, salão de eventos desde que bem divulgados antes online, seria bom também. Contratar algum programador pra desenvolver um site brazuca de jogos online, com ênfase nos brasileiros, talvez com divisões por níveis, com pequenos tutoriais de como jogar, como treinar, onde jogar campeonatos oficiais online e offline (em tabuleiros). A minha ideia que nem minha é, e tão pouco é inédita. Na época do Orkut como citado acima, isso já existia, com exceção de um site específico para brasileiros, muitos membros se encontravam online no Vog, PlayOk ou Flyordie e, alguns iam à competições oficiais em tabuleiros, e nessa época o nível das competições eram bem alto, pois os jogadores que iam jogar no tabuleiro, já estavam bem treinados jogando online. Claro que por falta de recompensas específicas, distância dentre outros motivos como já disse, boa parte não se deslocariam à tais competições, mas alguns poderiam ir por puro hobby e curiosidade e acabariam pegando gosto pela coisa. Por algum motivo isso se perdeu hoje em dia. Claro que tivemos por exemplo os campeonatos brasileiros de 2018 e de 2019, que tiveram a participação de bons jogadores, no primeiro com bastante participantes iniciantes e quatro jogadores avançados, no de 2019 tivemos somente quatorze jogadores no geral, sendo quatro avançados e um intermediário, foram campeonatos equilibrados. Em 2018 tivemos a presença de um fortíssimo jogador online que eu ajudei a resgatar às competições oficiais um ano antes e, em 2019 dois fortes jogadores online que eu convenci a irem. Hoje em dia, infelizmente não há nenhuma plataforma ou comunidade com foco nos jogadores brasileiros online, se focando apenas em pequenas aparições e divulgações, e restrito a contingente “importado” de jogadores de outras modalidades, que nem sempre ficam muito tempo na nossa modalidade. Mas como disse, não basta apenas jogadores online em campeonatos oficiais mas com nível baixo, seria interessante ao menos alguns com bom desenvolvimento e progresso contínuo, claro que gosto que estejam todos lá e amem isso por hobby, não por pura ambição, claro que gosto do espírito esportivo, claro que ninguém tem a obrigação de jogar bem, mas um pouco de objetivo concreto em ter jogadores com excelência não seria errado, entendam por favor.Recentemente alguns têm percebido à importância do mundo online na divulgação, e da importância de linkar esses jogadores ao mundo real, mas ainda há muito trabalho a fazer, só nos resta torcer e esperar. Se houver progresso, dentro de menos de uma década teremos um contingente definitivamente de bons jogadores no país que participe de competições oficiais, sem nada dever em qualidade aos campeonatos europeus, asiáticos e dos Estados Unidos, servindo de exemplo a outros que queiram trilhar o mesmo caminho.

Resumindo, seria:

1 – Criar uma plataforma focada em todos os nichos do jogo, como sites e aplicativos,  (olhem a lista de sites e apps que escrevi logo acima nessa postagem) bem como blogs e canais no Youtube, comunidades no Facebook e Whatsapp. Para que dessa forma, com o tempo, jogadores desses locais começassem a conhecer que há um trabalho por detrás daquele hobby, e se interessem a ir com mais frequência em locais de eventos, como os campeonatos em escolas, clubes, shoppings e restaurantes especializados. Uma maneira poderia ser a criação de um site exclusivo para os jogadores brasileiros, onde os mesmos pudessem interagir, aprender e ensinar aos demais jogadores. Essa é uma forma de agregar mais jogadores com grande potencial dentro dos campeonatos em tabuleiro e, orientá-los a conhecer outras plataformas online do jogo, que permitirá que o mesmo tenha contato com mais jogadores, aprimore seu conhecimento e de quebra ajude a divulgar ainda mais a modalidade.  Para essa função precisaremos de um divulgador bem específico que meio que “pegue os jogadores pelas mãos” e conduza-os pelos possíveis lugares nesse mundo.

2 – Oferecer recompensas interessantes e chamativas para os participantes, que vá além de troféus e medalhas. Brindes como sorteios de jogos de tabuleiro, camisetas promocionais, ingressos para algum show específico, ou até mesmo um tabuleiro de Othello ou de Xadrez para o campeão, sempre dentro dos limites. Não ter apoio do governo ou de alguma iniciativa privada nesse momento é algo ruim, eu reconheço; porém às vezes é necessário pequenos sacrifícios quando se quer alcançar um meio, mesmo que tenha que tirar, dentro do possível, do próprio bolso para isso. Eu já tirei, e sei de outros que fizeram igual.

3 – Continuar dialogando com os governos e entidades oficiais ligadas aos esportes da mente para que revejam possibilidades mais justas de verbas à modalidade, mostrando que o esporte está crescendo no país, e que tem grande potencial de conquistas em torneios internacionais (a essa altura poderemos já ter um bom número de bons jogadores jogando competições oficiais de Othello), algum afrouxamento na medida já seria suficiente para que ao poucos o jogo possa voltar a ser ensinado nas escolas. Onde os iniciantes serão incentivados a freqüentarem as plataformas online para que desenvolvam suas habilidades, é uma engrenagem retroalimentar, uma coisa alimenta a outra.

Bom, é isso. Utopia? Delírio? Eu não sei, apenas acredito que essa seja uma das poucas formas racionais de formarmos jogadores brasileiros de Othello com excelência.

Obrigado

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Qual é o perfil dos jogadores brasileiros?





O Nirvana

Quais os tipos de jogadores que há no Brasil?

Olá pessoal, nessa postagem eu vou tratar de um tema que estava à pensar hoje na garagem de casa, olhando a paisagem lá embaixo de ruas e casas em um dia como outro qualquer, mas que foi o cenário propício para me assaltar as seguintes perguntas: Será que todos aquelas pessoas que aparecem eventualmente comentando as impressões que tiveram sobre determinados aplicativos de Reversi lá na Google Play (PlayStore) são de fato jogadores assíduos do jogo que estão rondando de maneira totalmente anônima por ai?

Cheguei a conclusão de que não poderiam ser, pois da mesma forma como eventualmente baixamos joguinhos em nossos celulares que de imediato nos divertem e entretém para, depois sem mais nem menos abandonarmos e esquecermos até que existem instalados em nossos aparelhos, boa parte desses jogadores são apenas transeuntes curiosos que ali pararam para “experimentar” mais um prato daquele cardápio, somente por um prazer momentâneo para assim logo depois se satisfazer com algum outro prato atrativo na lista de sabores daquela página. Claro, nem todos ali são partes desse time, não representam esse quadro, são jogadores assíduos e praticantes natos do jogo, mas são muito provavelmente uma minoria.
O fato de eu achar, sim... apenas acho já que não fiz nenhuma pesquisa 100% acurada sobre a temática proposta, é devido ao fato de que não há muitos jogadores de Reversi no Brasil, ao menos depois de jogar e trocar ideia com as pessoas por 13 anos seguidos é de que o nosso nicho é muito pequeno, nenhuma empresa com pretensões ambiciosas irá lucrar valores astronômicos com a venda de tabuleiros do jogo por aqui, o diga a empresa Grow em 1980 e depois em 2004. A demanda no país é modesta, então a aposta também é modesta em todos os quesitos, o que faz empresas comercializarem o jogo sim aqui no país, mas destinadas à um público seleto, com lucros pequenos se comparado à venda de grandes jogos consagrados nacionalmente ou mundialmente. Isso poderá mudar? Claro, espero. Mas isso será em um futuro, estou falando do dia de hoje, do agora. Mas, sem mais delongas, voltando ao assunto principal, vamos considerar os jogadores fortuitos que aparecem em chats de apps como pertencente à uma categoria de jogadores, a categoria 1. Bora lá falar delas e das outras categorias.

Antes, um adendo aqui.

Não há uma regra de escala nessas categorias, algumas pessoas, ou várias, podem alternar de maneira anacrônica a ordem desta, ou até mesmo pular uma, duas, três ou mais categorias e se fixarem em apenas uma delas, ou dali até convergir à outra abaixo ou acima na escala, então ela é líquida, flexível e o único caráter que empreguei a essa lista, nessa ordem, é a de dar sentido a um fluxo coerente com boa parte das pessoas com as quais eu conversei que me relataram trechos organizados dessa maneira que apresento aqui, inclusive boa parte parece com processos dos quais eu passei também. E claramente não tenho a intenção de colocar qualquer juízo de valor absoluto nas decisões alheias, me restringindo ao direito de qualificar apenas as características produtivas de uma maneira ampla dentro de um cenário maior de cada categoria de jogadores, entendendo que individualmente cada um é dono de si e tem suas opiniões, não tendo obrigações de estar em um estágio ou em outro. Compreendido? Então agora sim, vamos lá.


Categoria 1, Curiosos e Nostálgicos.


Nessa categoria entram os transeuntes de navegação, muitos deles a fim de achar algum bom jogo para passar o tempo, outros procurando jogos que remetem à infância ou adolescência, ou bons tempos passados que não voltam mais e, nessa se deparam com uma novidade ou com o já conhecido jogo: Reversi. Estes jogam o jogo, gostam, ou matam a saudade, jogam de novo e de novo, comentam o que acharam, e vão embora e o jogo é esquecido por aqueles que só o conheceram agora, ou deixado de lado novamente por aqueles que já conheciam o jogo, mas que só queriam matar a saudade mesmo. Porém, alguns já jogavam em sites, ou progrediram para os mesmos, que é o que veremos à seguir.


Categoria 2, Os Adeptos ao Site

Nessa categoria encontramos uma infinidade de jogadores, a impressão que se tem é que o Brasil está ali de maneira maciça de alguma forma, (no caso de jogadores aqui do Brasil) ao menos na minha época vi muitas pessoas falando em português no site, e conversaram comigo, e se apresentaram e até me deram algumas dicas de como jogar depois de um tempo, nessa fase é como se você tivesse descoberto o mundo! Pois, é a fase onde descobrimos que aquele joguinho das pecinhas pretas e brancas só não está enfurnado ali dentro de um aparelhinho celular offline, pois você descobre a interação. Na minha época o jogo estava dentro de um celular antigo da LG, era jogado offline e já fui apresentado com seu nome comercial, o Othello. Muitos jogadores param por ai, não se interessam em pesquisar ou ir além disso, (lógico que não são obrigados a conhecerem, cada um cada um) logo não conhecem nem mesmo que há versões em tabuleiro do jogo, e que no Brasil e no mundo há federações e associações  que são os órgãos que representam, disseminam e organizam competições do jogo mundo à fora aqui no Brasil é a Federação Brasileira de Othello. Mas há aqueles, que igual a mim, foram adiante.


Categoria 3, Os Integrantes

Nessa categoria, alguns entendem a importância de pertencer a um grupo de jogadores e ser mais ativo por procurar informações ou aprender o jogo. Essa é a fase que antigamente levavam alguns a irem a grupos no Orkut, e hoje no Facebook, Whatsapp e canais especializados do jogo no Youtube. É a fase da potencialização e interação, pois a pessoa não acha mais satisfatório jogar offline e online com outras pessoas sem a interação informacional, ela quer interagir. É nessa fase que desperta em alguns o desejo da “oficialidade” e da “disseminação”, (e também o desejo de ter um tabuleiro do jogo) muitas das vezes, se não a maioria esmagadora das vezes, que é a categoria 3 que forma os jogadores da categoria 4, que veremos à seguir.

Categoria 4, A Oficialidade e Realidade (O Oficial)

É nessa categoria que a pessoa não quer só mais jogar offline ou online, ela que jogar em um tabuleiro, participar de uma competição real. Não que jogar online não seja real, mas estar ali presente com outros jogadores no mano a mano da um toque especial a coisa, então alguns vão a campeonatos promovidos por órgãos oficiais ou em encontros casuais para jogar com os amigos. Algumas vezes é aqui, ora é na categoria 3, que nasce outro aspecto muito importante no meio, a aura do disseminador.


Categoria 5, O Disseminador

Nesse estágio alguns jogadores não se sustentam ou se alegram em apenas serem bons jogadores e de já terem participado de competições oficiais ou encontros extraoficiais, eles querem fazer mais pelo jogo, seja por método de ensino, seja por paixão ao esporte. Nessa fase alguns divulgam em escola, lutam por estabelecer o jogo na grade de ensino, conversam com políticos para promoverem o jogo, negociam com empresas privadas (corporações), levam tabuleiros à Sescs ou clubes. Outros divulgam pela Internet, criando grupos, páginas, blogs, sites para jogar o jogo em si, canal no Youtube ou apps. É uma fase e categoria de jogadores muito importante à sobrevivência da modalidade no país (claro que nem todos que criam apps ou simplesmente codificam o jogo são jogadores em si, às vezes é só um exercício de trabalho de faculdade, mas me refiro aos que fazem por já serem jogadores).

Categoria 6, A Essência

Essa é a fase onde o jogador já fez de tudo, já conheceu os apps, sites, páginas, blogs, canais, já participou de competições em tabuleiro oficiais e extraoficiais, já divulgou ao seu modo e mesmo assim ainda quer e acha que pode fazer mais pelo jogo. É aqui onde muitos continuam divulgando e inventando métodos para atrair mais gente e maneiras de divulgar e ensinar a mais gente sobre o jogo, e de estimulá-los a fazer o mesmo. É um estágio onde a essência da pessoa já está ligada ao jogo, seu modo de ver o mundo já tem o jogo incluso de alguma forma. Às vezes é uma fase frustrante, mas se persistente pode trazer mais frutos, pois é nessa fase onde nascem os jogadores que “criam” os disseminadores, é uma fase encantadora.

Categoria 7, O Nirvana

Ainda não conheço algum jogador que tenha chegado a essa fase, nem aqui no Brasil nem em outro lugar do mundo, pois ela é quase irrealista, será quase uma religião para quem a atingir. É uma fase onde o jogo e a pessoa viram o mesmo conceito abstrato, onde um é o outro em si. Como isso? A pessoa não se anima mais em divulgar pela Internet ou em instituições governamentais ou corporativas, ela passa a ser ela mesma a instituição, a Internet e o disseminador ao mesmo tempo. Aonde ela vai as pessoas já sabem para o que ela veio, e o que irá fazer, o jogo começa a ser projetado de várias maneiras diferentes, as pessoas começam a ver o jogo em tudo junto a ela, pois ela projeta o jogo onde vai, seja em camisetas, banners, em atitudes, em referências, em métodos, em competições oficiais ou não. A presença dessa pessoa é quase onipresente. Mas ele não é só um super-disseminador, também é um super-jogador e uma super-referência. Nada nesse jogador é falso, é tudo real e a paixão ao jogo encanta aos olhos de quem vê. Um jogador assim não necessariamente precisaria viver do jogo, mesmo que vivesse do jogo, o dinheiro para ele, seria um trunfo para promover ainda mais o jogo.
Não se sabe de um jogador dessa categoria no mundo, mas um desse, já seria uma arma e tanto para a sobrevivência e divulgação do jogo aqui no país, por exemplo. Esse jogador teria, caso esse jogo fosse uma religião/filosofia, atingido ao nirvana, ou, brincadeiras à parte, o “reversana”.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A "Obrigatoriedade" do Vencer



Nos últimos dias, semanas e meses eu tenho enfrentado um dilema quase inédito na minha vida, e ele consiste basicamente no porquê da escolha, uma vez que não há a vontade em si, ou o propósito tangível da ação. Eu comecei a jogar Reversi em 2004, offline em um celular antigo, parei depois de alguns meses e voltei só no final de 2006, já de modo online. Fui descobrindo o jogo, me encantando com suas nuances estratégicas, me deslumbrando com sua complexidade e prática, aprender e se tornar um master era o meu primeiro propósito ali estabelecido. Em 2009, já com bastante habilidade no jogo e, superado o primeiro propósito e ainda assim encantado com a dinâmica e plástica do jogo, resolvi criar um blog para assim, pode ensinar as coisas que eu aprendi aos demais, tanto no mundo online quanto presencial, esse foi meu segundo propósito, e nasceu o Othello Classic, que teve um papel muito positivo na minha vida; foi a passagem da infância para a idade adulta dentro do jogo, simbolizando, foi assim, metaforicamente que eu hoje entendo essa fase. Depois de várias postagens, que foram desde aquelas falando sobre estratégias básicas, às que falavam sobre competições ao redor do mundo, eu resolvi que eu mesmo poderia estar lá, em um desses campeonatos presenciais, dos quais até então só tinha um: O famigerado Campeonato Brasileiro de Othello, e foi assim que em 2011, eu me aventurei na minha primeira competição oficial, já que eu tinha ganhado um extraoficial organizado na nossa cidade, Franco da Rocha, no início de 2009, mas estar ali no oficial, era o início do meu terceiro propósito, participar e, quem sabe ganhar um campeonato brasileiro de Othello, e ganhei nesse mesmo ano, feito que me deixou muito feliz, muito feliz mesmo!


Passaram-se os anos, e eu pude participar de mais campeonatos brasileiros, onde ganhei quase todos, (na verdade só perdi um) mas continuei treinando mesmo assim. Até que em 2014 eu consegui comprar finalmente um tabuleiro oficial de Othello, o mesmo utilizado no campeonato mundial, esse meu era de uma linhagem antiga, quando a marca ainda era Tsukuda, hoje é a MegaHouse. E assim, tive a ideia e a coragem de começar a gravar vídeo aulas de Othello, que foi quando começo meu quarto propósito, e assim foi. Com o tempo, para ajudar a divulgar, criei alguns grupos no Facebook e no Whatsapp, onde a grande maioria foi se desmanchando aos poucos (a maioria das vezes eu deletei o grupo), posso chamar essa fase de o quinto propósito, e se estabeleceu de alguma forma até os dias atuais, onde agora, no ano de 2019, não me apareceu mais nenhum propósito, e eu preciso desses propósitos para me entregar a qualquer projeto de vida, sem eles, não tenho porque jogar, não tenho porque treinar, por exemplo.


Parece bobagem, mas uma coisa por enquanto, dentro da minha mente, do meu discernimento, ainda está ligada a outra, posso ser um bom entusiasta/jogador/professor desde que eu esteja me sentindo hábil a isso, mas uma vez onde eu não tenho mais estímulos externos, a vontade de jogar, treinar somem gradualmente. Claro, tenho consciência de que ir a um abrigo para menores abandonados, ou lar de idosos e levar meus tabuleiros para ensiná-los algo lúdico seria gratificante, e para isso nem sequer é necessário saber jogar estrategicamente de fato, basta saber as regas e ter vontade de ensinar. Mas o fato é, que como jogador, com a ambição competitiva, vontade de ganhar, esse propósito/fase em mim, já passou. Talvez os propósitos posteriores vieram como algo intrínseco, quanto mais eu divulgava e ensinava, mais eu ficava com vontade de jogar, treinar e competir, quanto mais eu jogava, treinava e competia, com mais vontade eu ficava de divulgar e ensinar. E agora? Qual o meu verdadeiro propósito em voltar a jogar?


Vou fazer um pequeno resumo agora, mas é importante saber. Até o início de 2018, eu tinha uma amiga lituana que jogava todo dia comigo de manhã, e quando eu estava livre das minhas obrigações, à tarde também. Era muito divertido jogar com ela; que tinha um nível bem inferior ao meu, mas que depois de jogar tanto comigo, acabou aprendendo bastante ao ponto de conseguir ganhar de mim às vezes, eu jogava com ela desde 2013, era minha amigona online, conversávamos de tudo, desde política mundial, lituana e brasileira, até futebol, passando por assuntos famosos no momento, que foi manchete tanto no país dela, quanto aqui no Brasil. Enfim, ela trabalhava fora da Lituânia, ela às vezes tinha que passar mais de um mês na Letônia (país do lado) na cidade de Riga, capital daquele país, mas sempre voltava animada como sempre. Às vezes ela viajava à lazer mesmo, me enviava até fotos dos países aonde ela ia, muito legal e, antes que alguém pense, sim, ela era uma pessoa real. Bom, dessa vez, ela simplesmente falou que iria se ausentar um pouco, mas sumiu. Nunca mais voltou desde março de 2018, no início achei que fosse mais uma das longas viagens dela, pois ela já chegou a passar oito meses trabalhando fora, mas nos enviávamos emails, já que nossa conversa habitual mesmo era no chat do site de jogos onde jogávamos, mas dessa vez nada. Nem responde os emails... Por saber de algumas coisas sobre ela, e por suspeitar de outras, tenho quase certeza de que infelizmente ela se foi... Ela não faria isso com um amigo, acho de verdade que ela se foi... Não tenho como ter certeza, mas meu coração diz isso. E o que isso tem a ver com minha falta de vontade de jogar?


A princípio o meu hábito de jogar online de manhã ou quando podia, continuou, mas foi diminuindo aos poucos, porque descobri que não tinha a mesma graça jogar com estranhos, o que me fez começar a só querer jogar com pessoas que eu conhecesse, todos brasileiros. Que era algo, ao menos diariamente, impraticável, pois cada um tem a sua rotina. A minha amiga não só me faz falta como o ser humano magnífico que era, mas também como a pessoa, depois da minha ex, que mais me incentivava a jogar. Não que ela falasse diretamente, mas não precisava. Ela, querendo ou não, era meu treino também, e a pessoa que me fazia juntar risada com Reversi, era um estímulo para mim, que se foi. Ainda consegui participar de bastante torneios em 2018, onde ganhei todos, incluso o brasileiro, mas ao meu ver, fadado a enjoar com o tempo. Em 2019 parece que o efeito chegou, já fazia meses que eu não jogava com a mesma frequência de antes, e foi diminuindo ainda mais, somando-se problemas pessoais também. Em maio de 2019 eu parei de vez de jogar, só jogava comigo mesmo ou tentava resolver algum problema ou outro na Internet. Meu nível tem diminuído drasticamente, mesmo assim ainda consegui ganhar um torneio online, e perdi um presencial, mas joguei bem até, mas longe do que eu era. A pergunta é: Qual será o meu sexto propósito?


Por hora não tem, o que me faz ficar totalmente sem vontade de jogar ou evoluir. Tenho algumas ideias, mas são só ideias por enquanto. Dar aulas online poderia ser o sexto, mas é só uma extensão do quarto propósito. O que me sobra é só o resquício de “campeão” onde tenho a ilusão da obrigação de ganhar, o que é um fardo que me nego a carregar, pois a minha habilidade no jogo sempre esteve ligada à vontades, desejos e propósitos, sem isso, sou apenas um simples jogador. Tenho outras perspectivas de vida, não sei se consigo dedicar tanto tempo ao Reversi, pois sem propósito, perde um pouco do sentido. Mas de uma coisa eu tenho certeza, adoro jogar Reversi, e esse sempre será o meu jogo favorito.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A Incrível Aventura de Participar de um Torneio Online de Reversi


Ontem (dia 17 de outubro, o texto original foi postado no dia posterior ao evento, no Facbook) tivemos a realização de mais um campeonato online, onde entre muitas risadas e bate-papo no WhatsApp aconteceu o que foi em minha opinião pessoal, um dos melhores campeonatos que eu já pude participar em minha vida! E isso de nada tem a ver com o fato de eu ter vencido, e sim com a harmonia e dinâmica de todo o grupo envolvido com o evento. Tinha gente dos mais diversos estilos de vida e regiões do Brasil, mas todos formavam uma só família ali naquele momento, não havia divisões de gênero, política, étnica ou região; éramos um só ali, a família Reversiana Souza Silva Cid Brandão Dayvs Pimentel Jara e Vanessa.

É exatamente disso que eu gosto nesse jogo, dessa diversão, dessa coisa lúdica que só os jogos podem proporcionar. Gosto dos momentos ansiosos antes de começar, gosto do treino anterior, gosto das expectativas, gosto de falarem que querem jogar, mas que: “Estou fazendo a janta, mas tentarei ir.” – Fernanda Pimentel – RS. Ou, “Olha só o que eu comprei para o campeonato... (Nesse momento ele exibe no grupo a foto de um Quinta do Morgado Suave, o vinho).” Halan Dayvs – AM. Tem mais essa, eu tentei ligar pelo Whats a uma das participantes para lembrá-la do horário do campeonato, mas ela não pôde atender, por quê? Segue: “Oi, eu não pude atender porque estava dirigindo” – Vanessa Fabiane – SC. Enquanto isso, outros apenas me diziam: “Já estou aqui me aquecendo” Lucas Cid – São Carlos – SP. E a mais icônica de todas, segue: “Vou para casa da minha vó, lá eu consigo pegar o wi-fi do vizinho” – David Souza – RJ. Cara, isso foi sensacional... Haha. Sabe, essa expectativa é demais!

Enquanto isso, Alfredo Jara em Jundiaí, interior de São Paulo, organizava a tabela recodificando ao meu pedido todas as possibilidades, tabela de 3 jogadores, 5,7,9 10 que seja. Mas estávamos pensando em tudo, mas o homem da tabela era ele. Tá tudo pronto, mas faltava o Ricardo Brandão do Rio de Janeiro, liguei para ele e de primeira ele não pôde atender, mas da outra vez me atendeu: “Fala... Já começou o campeonato? Já vou lá, to indo”. Enquanto isso o Adegar Alves lá de Medicilândia no Pará avisava: “Pessoal, pra mim vai ser complicado a comunicação, pois estou no celular. – Mas farei o possível.” Cara, que sensacional, todo mundo empenhado em um mesmo sentido! Vocês conseguem enxergar isso? Não é apenas para jogar, é um esforço em conjunto de pessoas diferentes, de lugares diferentes em um mesmo propósito!

Os jogos começaram finalmente, com todos presentes... com chuva no Rio Grande do Sul, terra da Fernanda, com wi-fi emprestado no Rio de Janeiro, terra do David, com malabarismo Whats/PlayOk lá no Pará, terra do Adegar, e eu aqui concentrado com meus pensamentos em Franco da Rocha, município de São Paulo. E borá lá.

Sobre os jogos?

Da uma passadinha lá no PlayOk e vê algumas das partidas, a galera deu show. Parabéns a todos os envolvidos.

São esses momentos que mostram o quanto esse jogo é especial, o quanto jogos de tabuleiro podem unir as pessoas, mesmo à distância.

Valeu Galera, por mais esse torneio.

Classificação Final

Fabrício Silva – paztotal

David Souza - ddavid2

Vitor Cid - lordvitor3

Adegar Alves – admiib

Ricardo Brandão – bujuvalo

Halan Dayvs – halandayvs

Lucas Cid – lordlucas4

Fernanda Pimentel - othello

Alfredo Jara – apeine

Vanessa Fabiane – vanessafab

Na imagem de capa do texto, partida entre Vitor Cid (49) e (15) Adegar Alves, jogo da primeira fase, terceira rodada.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Como ser um bom jogador de Reversi?




Não há receita de bolo nisso, nem quero ser presunçoso ao ponto de achar que tenho essa resposta de pronto a todas as pessoas, mas posso resumidamente numerar algumas características e hábitos que podem facilitar a coisa. Porém, no fundo é bem provável que isso tudo dependa mais de duas coisas fundamentais: Personalidade e Inteligência.


Vamos lá?


1 – Goste do jogo

Sim, se você não gostar do jogo com certeza sucumbirá nas primeiras dificuldades de aprendizado, pois descobrirá que esse jogo de início, pode parecer mais desafiador do que prazeroso, necessariamente.


2 – Jogue

Não adianta só gostar, tem que jogar também! Oras, se ser bom em futebol, por exemplo, fosse tão somente sentar no sofá em um dia de domingo e gritar: “Vai Corinthians!”, tava bom demais, não é? (caso seja corinthiano, graças ao Universo eu não sou), caso fosse assim talvez jogadores de futebol profissionais apenas precisassem jogar umas partidas de futebol de PS do Xbox que tava bom demais. Por isso, se quiser ser um bom jogador de Reversi, jogue! E de futebol também.


3 – Assista partidas

Bom, a essa altura você já descobriu que gosta do jogo e decerto não perdeu tempo e começou a jogar igual um louco, firmeza até aqui meu camarada, (ou minha camarona) mas... Gostar por gostar e jogar por jogar eu poderia te listar uma lista infindável de pessoas que gostam de um monte de coisas e fazem um monte de coisas, e que estão satisfeitos com isso, mas sempre estão e sempre estarão na média de “Mais ou menos, mais ou menos...”, não basta só gostar e jogar, se você não começar a observar e absorver jogadas, lances, técnicas, habilidades e estratégias de jogadores mais avançados, você decairá dentro dos seus próprios conceitos, ficará preso dentro das suas próprias dificuldades e, bem provavelmente, não se desenvolverá nunca! (e se sim, com uns 20 anos de atraso). Lembram do filme Náufrago? Depois de um tempão preso naquela ilha, o inspetor da Federal Express ficou preso em seus próprios pensamentos, ficou preso em seus próprios conceitos, ficou doidão! Cuidado para não começarem a chamar seus tabuleiros de Wilson! Viu? Então, vá assistir jogos de jogadores mais avançados, faz bem.


4 – Analise Partidas

Tá, até aqui você descobriu que gosta do jogo, descobriu que está jogando sem parar, e descobriu que quando para é justamente para assistir partidas de outros jogadores em geral, além de beber água, se alimentar, trabalhar e dormir; perfeito. E agora? Bom, você pode tentar ir melhorando aos poucos, executando jogadas novas ao poucos, ou você pode acelerar o processo aprendendo a mexer em algum software que cole transcrições, como o WZebra, por exemplo. Aprenda a mexer em algum programa e utilize-o para treinar, se aperfeiçoar, isso fará você dar um grande passo rumo ao conhecimento pleno do jogo. Não encare os programas de Reversi como se pode encarar máquinas brutas que auxiliam o homem há décadas, um programa de Reversi não é uma escavadeira, pois ao contrário da primeira, você poderá copiar o estilo e repeti-lo da sua forma, já do contrário, eu nunca vi um ser humano erguer 10 toneladas de terra com as mãos, por mais que observe uma escavadeira trabalhar.


5 – Enfrente os Melhores

A não ser que você seja extremamente narcisista, assuma que há muito que aprender e vá sem medo para cima dos melhores jogadores, mesmo que leve umas 1000 surras, sairá de lá com algum aprendizado e, se sentirá melhor depois, seja como jogador, seja como ser humano. Jogar contra os melhores é uma experiência incrível, é uma oportunidade de colocar à prova tudo que aprendeu até aqui, de (se for o caso) puxar conversar e perguntar onde errou, onde precisa melhorar e de como treinar.

De repente você até mesmo equilibra a partida, ou perde de pouco, tudo vira aprendizado. Mas seja humilde se descobrir se tudo que sabe, não é 10% do que o seu oponente sabe, isso faz parte também, o negócio é continuar treinando e, esperar o dia em que até esse seu adversário tão poderoso, poderá balançar com as suas jogadas, e nossa... Isso será quase como um rito de passagem! (Sim, eu já tive o meu).


6 – Tenha a Mente Aberta, Jogue Contra Todos

Ironicamente jogar somente contra jogadores bons, poderá fazer você criar vícios de jogadas terríveis, já fiz uma postagem no meu blog explicando sobre isso, mas resumidamente se trata, por exemplo, de todos os jogadores de ponta apenas utilizarem as mesmas aberturas, uma vez que talvez as aberturas xots poderiam fornecer os mesmos bons resultados das aberturas normais. Pois bem, sempre quando um jogador bom é zerado (perde logo no início sem nenhuma peça no tabuleiro, é desse zeramento que estou falando) nem precisa se dar ao trabalho de perguntar quem era o “temível” jogador que fez isso com ele, a resposta quase sempre será: Um jogador iniciante. Jogadores iniciantes quase nunca sabem aberturas, sejam as padrões ou sejam as xots, por isso eles seguem apenas o que pensam ser o certo no momento, ou seja, são quase imprevisíveis. Se você não jogar contra jogadores assim, você nunca irá desenvolver melhor a sua intuição, a sua criatividade e apuramento tático e estratégico, você precisa aprender a jogar tanto contra jogadores de ponta que têm títulos e que vá em competições oficiais e até mesmo em mundiais, tanto quanto terá que aprender a jogar contra quem está jogando esse jogo pela terceira vez na vida, todos eles têm algo importante para lhe ensinar, saiba e decore isso, é importante.


7 – Dê tempo ao tempo

E por último, tenha em mente que cada pessoa é diferente da outra de várias maneiras, inclusive no que tange habilidades de aprendizado, personalidade e nível de inteligência. Para alguns o que pode significar apenas 2 anos para estar bom, outros podem demorar 4 ano ou até mesmo um pouco mais, meses para ser um jogador de ponta (tipo um Maxilliano, Takemoto ou Takanashi) é só legado aos gênios, os normais precisam de mais tempo e treino para isso, inclusive os três da lista entre parênteses acima, precisaram de anos também. Fique calmo e vá no seu ritmo, que quando menos esperar, estará lá ganhando de trocentos jogadores que antes eram inalcançáveis para você. Com o tempo você alcança todas as suas joias do infinito, só não vá usá-las sem sabedoria, ok?


É isso ai, meu muito obrigado.