sábado, 18 de fevereiro de 2017

Reversi, Entre Especialistas e Especiais



Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Na minha postagem sobre a disseminação do jogo Reversi, que fiz em dezembro de 2015 eu propus a iniciativa de marketing agressivo, que na verdade já era algo praticado em todas as prefeituras do Brasil que divulgam esportes, mas eu sabia que se a coisa toda teria que fluir, seria dessa forma e não de outra, como por exemplo, a proposta de patrocínio empresarial que seria magnífica porém, pela falta de interesse de empresas que trabalham com jogos de tabuleiro ficaria inviável conseguir algum tipo de incentivo. Pois bem, ao menos com as prefeituras de Nova Odessa e toda a região, o negócio todo vingou e foi um sucesso. Então, qual a próxima etapa? Obviamente se alastrar para todo o país; já se tem uma ideia de um divulgador em Campos dos Goytacazes no Rio de Janeiro, que seria o Alamir Jr. e quem sabe até mesmo no nordeste, com Martinho Santos, lá em Penedo no Estado de Alagoas, e com o tempo teremos outros Estados participando de toda essa empreitada, isso tudo virá naturalmente, desde que haja paixão na divulgação.

Quando em abril de 2009 eu resolvi criar esse blog, meu intuito inicial era justamente querer tirar as pessoas aqui no Brasil dessa inércia desinformativa, onde permeava a ideia do Reversi online, e apenas esse sentido era interpretado por todos que jogavam o jogo, o cenário imaginativo era limitado, estreito e com poucas influências, então resolvi fazer minha parte e mostrar a todos que também havia um mundo real onde as pessoas poderiam jogar, sociabilizar e aprender mais sobre o jogo, havia um mundo de tabuleiros e pessoas reais. Mas sinceramente quando resolvi fazer trocentas postagens sobre um só assunto, o fiz por prazer e por hobby, e durante muito tempo nem sequer haviam comentários nos meus posts, e eu não ligava ao ponto de querer parar, o motor da minha construção era somente o amor que eu tinha ao jogo, e a minha vontade inerente de ensinar. Tão somente isso já era necessário.

Eu me sinto gratificado quando vira e mexe aparece alguém fazendo perguntas ou simplesmente usando alguma postagem minha para fazer algum tipo de trabalho escolar, (sim, a galera de TI gosta das minhas postagens sobre Inteligência Artificial aplicada a construção de programas de Reversi, mesmo que eu seja um completo leigo no assunto) isso pessoalmente já é um prêmio que eu aprecio muito, e como eu disse antes, faço por amor e hobby e isso já basta. Mas talvez alguém pergunte: E se você ganhasse financeiramente pelo seu trabalho no blog, você gostaria? A resposta para isso obviamente que é sim, e inclusive já até pensei nisso, mas como esse tema (Othello/Reversi) não é um tema que atrairia muita gente, e eu não gostaria de transformar o meu ritmo de postagens em uma programática, eu nem precisei de mais de 2 minutos para descartar a ideia, prefiro do jeito que está agora mesmo, gratuito e livre.

Bom, então com o surgimento do facebook com  força total aqui no Brasil, eu deixei um pouco o blog de lado e me dediquei a postar informações nos grupos do Face., era mais prático e a informação chegava a mais gente, e foi assim durante um bom tempo, até que esfriou também, vi que nem todo mundo que estava no grupo realmente participava do mesmo (Por que “participar” de um grupo onde ficam até oito meses sem ver publicações? #desinteresse) Então resolvi parar a divulgação em alguns desses grupos, me foquei no Whatsapp (droga) e eu sinceramente não imaginava que grupos de Whats poderiam ser tão fúteis para qualquer coisa que você pense, de inicio até que todos interagem bem, depois vira baderna e fogem completamente ao assunto, por isso já sai de uns dois grupos e desativei uns dois meus também, pois bem... A saga continua. Até mesmo antes do Whatsapp, eu já havia começado a fazer vídeos para o Youtube, isso lá para outubro de 2014, e o canal está lá até hoje com seus 50 vídeos! Ensinei estratégias e seus nomes, divulguei campeonatos e os expliquei, divulguei livros e até fiz três vídeos dedicados a analises de estratégias do livro de Brian Rose, e tudo isso por amor ao jogo, e de verdade, fiz porque gosto e ponto final.
Tive que escrever toda essa “bíblia” para deixar bem claro o meu posicionamento referente ao assunto, nunca ganhei dinheiro par fazer qualquer tipo de divulgação, e sinceramente não preciso, mas... Lembram daquela perguntinha lá em cima? Pois é, vou reformular ela a um contexto geral, lá vai: Você gostaria de ganhar pelo seu “trabalho”, gostaria de trabalhar com isso e viver disso? Sim, eu gostaria. Quem não gostaria de trabalhar com o que gosta? Para quem tem algum tipo de dificuldade de abstração ou até mesmo porque eu não esteja sendo claro exatamente, explico. Muita molecada, talvez não mais nos dias de hoje, mas na minha época era normal em qualquer lugar que você fosse, ver  crianças e adolescentes jogando bola na rua, bola de plasticão mesmo, bola de capotão, ou bola de meia, com certeza alguns deles devem até mesmo ter tentado entrar numa escolinha, ou tentado a sorte de treinar num clube grande, passando por todos os tipos de peneiras que existiam, e com certeza somente um séquito conseguiu isso, uma quantidade pífia que em porcentagens deveria e é cerca de uns 5% dos que tentam e tentaram, mas aos que não conseguiram passar no teste, você acha mesmo que eles deixaram de gostar de jogar futebol? É claro que não! Eles gostam ainda, e muitos viraram os tais “tiozinhos das peladas de final de semana” que com certeza terá alguns exemplares ai perto de você nesse exato momento. Esportes tradicionais como Futebol, Vôlei, Basquete e Handebol por exemplo, têm boas estruturas, e consequentemente federações, e confederações que lhe representam e pagam os atletas devido ao incentivo massivo do governo e patrocínio empresarial. Mas os atletas jogam somente por dinheiro? Você realmente acha isso? Quiçá hajam mercenários no meio, aqueles que realmente jogam por dinheiro e nada mais, ainda assim a maioria esmagadora dos jogadores de qualquer esporte o fazem por paixão, que claramente por acabar se tornando o seu ganha pão, vêm com todos os probleminhas encaixotados que tem em qualquer profissão que você queira traçar, mas que mesmo assim, ainda deve ser o sonho realizado desses jogadores, pois todos trabalham com o que gostam de fazer. Lembro de uma entrevista do Oscar Schmidt, onde ele disse certa vez que se sentia gratificado, (não exatamente essa palavra) por poder fazer o que gosta e ainda ser pago por isso. O que o veterano jogador de Basquete disse, acaba por representar quase todos os esportistas do mundo em qualquer modalidade em que você possa imaginar, (também representa alguns empresários que trabalham com aquilo que gostam e etc.)  e não seria diferente para jogadores de jogos de tabuleiro também.

Qual é o jogo de tabuleiro mais famoso ao menos aqui no ocidente?

Sim, é o Xadrez. Eu gosto de usar esse jogo como exemplo de quase tudo, por ser um jogo bem sucedido em todos os quesitos que se possa imaginar, comércio, mídia, livros, artistas, filmes, desenhos animados, divulgação científica, guerra fria e em tudo mais que você possa imaginar esse jogo já botou “os pés”, então é mister falar que se tem um esporte intelectual onde existem jogadores assalariados, esse esporte seria o ápice, mas mesmo assim está longe de ter um salário justo a profissão, eu tinha lido uma entrevista com o Rafael Leitão (na época pentacampeão brasileiro, hoje é heptacampeão brasileiro de Xadrez) e reli novamente hoje, onde ele disse que o sonho de viver apenas do Xadrez aqui no Brasil era algo longe de ser alcançado pela falta de apoio do governo, no caso dele ele vivia de aulas e viagens a competições fora do Brasil, tão somente assim ele poderia alcançar alguma coisa justa, um salário justo. Então daí já temos uma breve ideia de que se é assim com o Xadrez, que não duvido estar diferente nos dias de hoje, imagina com os outros jogos? Isso tudo talvez se deva ao fato do lance de “economia”  adotada por diversas prefeituras. Em uma pesquisa recente sobre professores de Xadrez, me deparei com o pronunciamento de Luiz Antônio Leite, presidente do Clube de Xadrez de Belo Horizonte, referente a falta de apoio da prefeitura de sua cidade, onde ele disse que o problema de quem conhece o jogo, sabe jogar e ensinar o jogo de verdade é que as prefeituras em geral preferem dar o título de professor de Xadrez a quem já está na lista de pagamentos da mesma, como por exemplo um professor de matemática. Então quem acaba dando aula de Xadrez não é o cara que entende do jogo, e sim alguém que não tem intimidade alguma com o mesmo. Como disse Luiz Antônio Leite: “ Saber jogar Xadrez, não é a mesma coisa de saber ensinar Xadrez” afirma. E isso também se aplicaria a qualquer jogo que você possa imaginar, e o jogo Reversi está nessa lista. Ainda nessa mesma reportagem ele disse que teve sim uma união entre o governo do Estado de Minas Gerais, e o Clube de Xadrez de Belo Horizonte, onde promoveram um curso de 250 horas/aula e cadastrou e capacitou alguns instrutores de Xadrez, mas como as escolas ligadas a prefeitura não exigem esse curso, o curso em si acaba por se tornar algo inútil.

Então em suma, temos aqui o entrave insípido, que é a questão do apoio incompleto das prefeituras. Entendo que ao menos no caso do jogo Reversi, sem elas as coisas por aqui não teriam chegado tão cedo aonde chegou,  porém essa barreira poderia ser quebrada, pois sabemos que é quase impossível apenas um professor, bom e especialista em apenas um jogo, conhecer com o mesmo afinco todos os jogos que ministra, o correto no meu modo de ver, seria primeiramente a valorização da secretaria de esportes, evitando qualquer corte em investimentos das mesmas e se investindo mais nelas, para que tivessem meios de trabalhar com conhecedores e especialistas dos jogos e esportes ensinados. E sim, assalariando por exemplo, um professor de Xadrez que seja verdadeiramente um especialista e estudioso do jogo, não o professor de Geografia que por acaso foi convocado a dar aulas de Xadrez como uma espécie de tapa buracos. Voltando ao assunto, como eu disse acima, faço o que faço por amor ao jogo, mas se eu pudesse ganhar para fazer o que eu gosto por que não aceitaria? E em relação ao jogo Reversi, existem alguns especialistas e gente com vontade de ensinar que também aceitariam o convite numa boa. Espero que futuramente haja uma união integral entre prefeituras e FBO, para que possamos realmente ensinar de verdade e formar campeões, que para “nascerem”, precisam primeiramente gostar de verdade do jogo, (leiam minha última postagem no blog, está logo abaixo dessa) e uma vez tendo ajuda especializada, tenderão a progredirem de maneira rápida, uma união integral entre as duas entidades, governamental e lúdica formará uma “sopa pré-biótica” que germinará em algo realmente sólido. O jogo Reversi, assim como todos os jogos, são suficientes por si só, todos os jogos podem ser usados como ferramentas para algo, como por exemplo: Estimulador de experimentação lúdica, para através de um jogo específico, a pessoas acabem se interessando por outros jogos, e por todo o mundo dos jogos de tabuleiro, ou até mesmo pode ser usado para testes clínicos como já li certa vez (Usaram o jogo Reversi em um teste “anedótico” de exame e funcionamento do cérebro de crianças com a Síndrome de Déficit de Atenção, constatando que o jogo melhora a memória de trabalho dos portadores desse transtorno) ou seja, o jogo pode até ser usado para outros fins, mas se você quiser fazer algo despertar na mente de uma criança ou adulto, referente o jogo Reversi, você tem que fazê-lo sentir a essência DESSE JOGO, não apenas o usando como ponte para algo, mas como parte fundamental de um todo, jogar Reversi é bom porque é incrível, não porque é o mais fácil. Com essa mentalidade, poderemos formar verdadeiros campeões de Othello no futuro, com a junção do querer aprender do poder ensinar, teremos maiores progressos no aspecto qualificativo, não somente no quantitativo.

Vou ficando por aqui, e até mais.

Alguns links:

Como vive o maior enxadrista do Brasil?

http://www.elhombre.com.br/como-vive-o-maior-enxadrista-do-brasil/

Professor de Xadrez Busca Profissionalização

http://www.otempo.com.br/capa/economia/professor-de-xadrez-busca-profissionaliza%C3%A7%C3%A3o-1.297392

sábado, 11 de fevereiro de 2017

E ai, como anda a sua técnica?



E ai, como anda a sua técnica?


Já tem um tempo em que venho observando a evolução de jogadores novatos e antigos, e por mais que a grande maioria evolua, não importando se pouco ou muito, um fato é percebido: Há evolução. Porém, tem aqueles que a palavra evolução parece desaparecer gradualmente com o tempo, até não restar absolutamente nada. E é sobre estes que eu vou discorrer aqui nessa postagem, que não tem o intuito de depreciar os talentos ou a falta de tato para algum jogo específico de ninguém, mas sim, questionar se tais jogadores estão verdadeiramente “jogando” ou apenas clicando o mouse do computador, essa postagem indaga se alguns jogadores verdadeiramente gostam do jogo Reversi, e de toda a sua nuance estratégica ou se apenas não encontraram nada melhor como válvula de escape, algo para poder passar o tempo, e nada mais. Se você é um jogador que joga Reversi por jogar, e não tem interesse em aprender nada sobre o jogo, e que usa o jogo como um artifício elaborado de relaxamento, ok... É um direito seu, e ninguém tem nada a ver com isso; mas se você verdadeiramente gosta do jogo e tenta melhorar, e não consegue evoluir para um grau satisfatório, talvez essa postagem seja para você.

Como vocês já perceberam, irei me focar nos jogadores virtuais, por oferecerem maior alcance de análise, e de maior empírica. Mas antes de mais nada, vou começar falando de mim, e de como o processo de aprendizado emergiu aos poucos dentro de minha mente e de como ainda borbulha algo a cada dia. Eu conheci o jogo num celular antigo da LG, e curiosamente já o conheci com o nome patenteado Othello, coisa rara de se imaginar, pois até mesmo nos dias de hoje com toda a divulgação e emaranhado de apps para se baixar no Android e IOS, o nome mais utilizado é ainda “Reversi”, por mais que tenham alguns “Othello” os programadores preferem evitar problemas e usar o nome mais genérico, então foi algo hilário eu ter conhecido logo na primeira oportunidade o jogo com o nome mais comercializado. Pois bem, peguei o celular e na função 9, que era destinado a jogos, encontrei o único jogo que lá tinha, e com uma imagem personalizada que aparecia de um lápis vermelho (menino) e um lápis amarelo (menina), antes de começar a partida, eu não fazia ideia do que me esperava, e foi então que o jogo começou. Eu não lembro quanto tempo demorei a entender o que tinha que fazer, mas me lembro claramente que depois de jogar algumas, eu achei que o fundo da tela de jogo, onde uma das imagens que aparecia era justamente os Moinhos de Vento da Holanda, tinha algo a ver com o jogo, ideia que logo após se mostrou nonsense. Mas joguei, joguei e joguei, e cheguei à conclusão sozinho que o canto por algum motivo era importante, depois bolei estratégias para não perder o canto, e outras para tentar pegar o canto, coisa da qual fazia chiar o meu cérebro, lembro que comecei desafiando vizinhos a jogar comigo, e depois de um tempo quando vi que não evoluía e perdia costumeiramente para o celular, abandonei o jogo por uns 2 anos, e quando voltei já foi jogando no Flyordie, onde aprendi algumas técnicas, e toda hora eu ia lá na comunidade do Orkut “Othello/Reversi”, onde eu lia o que falavam sobre estratégia ou livros, além de sempre me encantar com o tabuleiro da Grow que usavam como imagem do grupo, isso tudo em 2006, 2007 e 2008, que foi quando eu imprimi toda a metade final do livro do Brian Rose e comecei a ler e a treinar, sozinho mais focado, além de estar sempre jogando, além de tentar imitar jogadas de programas, e foi assim que a coisa toda foi sendo absorvida por mim, e até hoje eu treino e jogo, e posso dizer que aprendi muito a jogar esse jogo, e ainda descubro nuances novas. Mas se engana quem acha que evolução está ligada somente em quantidade de partidas jogadas, leitura ou quantos vídeos sobre o jogo já assistiu, evolução tem um algo mais, ou... Alguns “algo a mais”, que é o ponto onde eu queria chegar.

Existe um jogador lá no Flyordie, que acredito usar dois nicks, tenho lá minhas dúvidas se são ou não a mesma pessoa, mas tendo a um grau confortável a dizer que sim, é a mesma pessoa. Então, para facilitar, desse ponto em diante, vou tratar os dois nicks como sendo oficiais a um só individuo, para não causar confusões. O jogador em pauta,  já jogou mais de 30 mil partidas com um nick e mais de 27 mil partidas com o outro nick!  O que daria mais de 57 mil partidas jogadas! Se você parar para pensar bem, é um número assustador. Porém, o nível do jogador em questão, que joga com um dos nicks desde 2006 é vergonhosamente irrisório, não há evolução alguma, além de ser uma personalidade ignara, que costuma falar palavrões na primeira oportunidade que tem; o que me leva a outra questão (não exatamente pelos palavrões, eu também falo às vezes), mas pela falta de sensibilidade com as coisas ao seu redor, que denota uma falta grave de faculdades intelectuais, que em outras palavras, é o que chamamos de “pessoa ignorante”, não há como falarmos, ao menos dentro da esfera intelectual,  que somos todos iguais, pois definitivamente, não somos. Por outro lado, há aqueles que buscam o conhecimento não exatamente jogando, mas apenas lendo e vendo vídeos sobre o lado teórico do jogo, esses eu posso chamar de pessoas inteligentes, mas estes têm ainda uma dificuldade imensurável de transportar o lado teórico para o prático, muitas vezes se perdem em conceitos que não são somente para serem falados, e sim sentidos durante o jogo, Reversi é um jogo que precisa ser sentido, você precisa ter o “timming”, ou você acabará explicando como o coração bombeia o sangue e os nomes de todas as artérias que o envolvem, quando alguém simplesmente lhe perguntar: “O que faço, estou com uma tristeza no ‘coração?’” Ou seja, você nunca entenderá a essência da coisa, e começará a enxergar e a papagaiar “tecniquês” pra lá e pra cá, sem saber colocar nada daquilo em prática, então logo concluo que não é somente esse o caminho.

Para jogar bem não basta apenas ler, ver vídeos e jogar mais de 60 mil partidas durante um longo tempo, pois existe um outro ingrediente dentro dessa história, que está intrinsecamente ligada com sua psique, não acho que seja algo que venha do lado consciente do cérebro, mas de um conjunto  que escapa a suas decisões racionais, que é o “gostar”, pois se eu pudesse escolher ser bom em um jogo, eu com certeza escolheria o Xadrez, mas eu não gosto assim tanto desse jogo, apesar de achar a história em sua volta fascinante, e ser algo realmente deslumbrante ver os grandes gênios enxadristas jogarem, mas não é a minha praia. Eu poderia escolher ser bom em Damas, mas eu nunca gostei de jogar Damas, nunca fui bom nisso, ou eu poderia escolher ser bom em Dominó, Pôker ou qualquer uma das modalidades do Baralhão (Seis! Seis!) a parte do número seis ai é o que eu ouvia quando via aqueles tiozinhos jogando por ai, não sei até hoje do que se trata, apesar de já terem me explicado há um tempo, esqueci. Mas não, eu não sei nada ou quase nada sobre esses jogos populares, mas eu queria gostar de jogar qualquer um desses, e ser bom, mas o jogo que eu gosto é o Reversi, e sendo popular ou não, lá estou eu jogando. Mas por que isso? Agora atente muito para o que eu vou escrever aqui, sabe por que eu jogo Reversi e treino Reversi e outro jogo não? Porque foi o jogo quem me escolheu, não fui eu que escolhi o jogo. Cada jogo tem suas características particulares, que atiçam algo em sua mente e o chama para a vontade de jogar ou não, quando você vê já está prezo ao jogo, e todo o mecanismo de recompensa disparada por estímulos em seu cérebro já fica acesa, então temos aqui um ingrediente importantíssimo para ser bom em qualquer jogo que você venha a jogar em sua vida, o “gostar” do jogo.

E como saber se você gosta ou não de um jogo?

Bom, quando você está jogando um determinado jogo sente alguma alteração de emoção intensa quando vence? Algo como desafio superado,  algo como mais uma etapa vencida e o sentimento de dever cumprido? Quando você vê, percebe que está a mais de uma hora jogando o mesmo jogo e fica chateado quando perde e hiper feliz quando vence? Você quer sempre saber mais sobre o jogo, seja sozinho ou lendo e vendo vídeos? (Essa última característica é um Non sequitur, ou seja, não necessariamente uma pessoa que goste muito do jogo, queira estudar algo sobre ele.) Se você tem todas ou somente algumas, mas bem vivenciadas dessas características comportamentais em relação a um jogo, é bem provável e falo com uma certa segurança, que você goste do jogo. Então uma vez que descobriste sua paixão lúdica, estará livre para o desenvolvimento natural, sem engodos ou necessidades de estímulos externos como muleta, somente absorverá o necessário para caminhar por conta própria, que é exatamente o que não acontece quando você descobre que joga determinado jogo tão somente por jogar, ou somente como método profissional ou ferramenta profissional. Nesses casos o desenvolvimento será tecido com muitos buracos na renda, com pouca destreza, e a uma velocidade pusilânime, até estacar.

O jogo e o prazer que sentimos o jogando nascem naturalmente, não decidimos exatamente gostar de algo, simplesmente gostamos e ponto final. Consequentemente o amadurecimento decorrente da prática também virá, e quando notar, estará jogando muito melhor do que estava um ano antes, ou dois anos antes e assim consecutivamente. Se realmente gosta do jogo Reversi, tenha calma e continue jogando e praticando que a técnica virá com o tempo naturalmente, mas se percebe que o jogo não se encaixa em suas preferências pessoais, e que você talvez jogue uma, duas ou nenhuma vez durante uma semana, jogando talvez umas 4 ou 5 vezes por mês, realmente você dificilmente não será um bom jogador(a), e a não ser que realmente não tenha achado outro jogo melhor para jogar, ao menos entenda suas dificuldades de aprendizado no Reversi, e tente melhorar ou aceitar suas limitações. Que a propósito foi o que o jogador citado logo no início desse post, com suas mais de 57 mil partidas mal jogadas fez, aceitou que é incapaz de aprender a jogar, e rechaça com todas as forças qualquer dica que lhe dê sobre estratégia, lembro uma vez que o convidei para participar do nosso grupo no Facebook ou no Whatsapp, já não me lembro, e ele literalmente me respondeu com um belíssimo palavrão com a tecla Capslock apertada!  Oh céus... Realmente vejo que com algumas exceções, o nível de abstração racional de alguns jogadores de Reversi, é intrinsecamente ligado ao nível de empatia, educação e sociabilização do individuo (não quero aqui dizer que pessoas pouco comunicativas sejam fadadas ao fracasso nesse jogo, pois eu posso ser “caladão”, mas tenho empatia) Ao menos usando o site Flyordie como ferramenta empírica, noto que os melhores jogadores brasileiros (isso também se aplica aos estrangeiros e com as mesmas exceções, com ressalva aos programeiros, que têm uma alta pontuação e baixa empatia, pois são trapaceiros) que ali estiveram desde 2006, eram de alguma forma simpáticos, e/ou comunicativos, e a grande maioria tinham empatia e educação com os pares, em contrapartida, os piores jogadores brasileiros eram (e são) invariavelmente mal educados, falastrões e ofendem de maneira gratuita qualquer um que se aproximavam e se aproximam deles, sem falar dos que nunca respondem absolutamente nada, os que são totalmente indiferentes aos demais. Mas  atenção ao que eu vou dizer: Estou me referindo a jogadores que já entraram no automático, que jogam por jogar e são viciados em virar as bolinhas brancas em pretas e vice e versa, NÃO ME REFIRO a quem está aprendendo ou tentando aprender esse jogo há pouco tempo, um ou dois anos, e que ainda não descobriu se esse jogo é ou não a sua praia, NESSES casos os jogadores podem não jogar bem ainda, e mesmo assim serem pessoas agradabilíssimas e com um nível de educação do qual eu pessoalmente demorarei muito ainda a atingir, essas pessoas que estão aprendendo agora, dos quais eu pude conhecer, quase 100% são pessoas do qual eu tenho um bom apreço e respeito. O que é bem diferente aos jogadores com 8, 9, 10 anos ou mais de “prática” e que não aprendeu nada ainda, por alguma barreira cognitiva, que é a que eu noto quando vejo uma lista infindável de brasileiros (e portugueses) que pude analisar.

É isso pessoal, eu vou ficando por aqui, e faça essa pergunta a si mesmo: “Eu gosto mesmo de jogar Reversi, ou é apenas um passa-tempo qualquer que eu jogo?” Se sua resposta for sim, eu gosto de jogar Reversi, fique calmo(a) que a técnica irá vir com o tempo, mas se não, você não gosta tanto assim de jogar Reversi, a sua técnica poderá até vir um dia, mas isso poderá demorar muito tempo.

Obrigado e abraços a todos.

Até

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Divagando... Seja Bem-Vindo 2017!





E ai, beleza?

Pessoal, sabe quando você quer publicar alguma coisa; alguma ideia ou reflexão para enfim estrear seu blog ou a timeline do seu Facebook em 2017 e nada lhe vem à mente? Pois bem, aqui estou eu. Eu decidi então meio que num décimo de segundo falar sobre coisas banais, ou relevante até certo ponto no que tange a história do jogo/e ou desse humilde editor que aqui vos escreve, mas atenção: Tudo dentro do encantado mundo reversiano, ok?

Comecemos então, e já com uma paulada! Quem estava certo afinal naquela disputa centenária na terra da rainha, Lewis ou Mollett?

Não pretendo nesse post me aprofundar muito em temas já abordados aqui nesse blog no passado, onde com toda a certeza esse tema já foi (http://othelloclassic.blogspot.com.br/2011/07/quem-inventou-o-othello-mollett.html) porém por que não contribuir com mais alguns centavos de novo? Na época em que escrevi este artigo, eu não tive acesso a dados dos quais obtive de uns tempos para cá, o que tece um quadradinho aqui e outro ali na costura, mas não modifica muito a roupa, ou seja, ainda continuo com a mesma opinião de antes, porém um pouco mais anestesiada com uma dose de incerteza e com as mesmas convicções circunstanciais de sempre. Sim, eu acho que quem inventou o jogo Reversi foi John Mollett, mas se chamava “Annexation”, como eu disse tempos atrás, era um tabuleiro em formato de cruz (Já vi tabuleiros octogonais do final do século de 1800, e atualmente a MegaHouse também lançou os seus) e “DEVIA” ter configurações de regras similares ao posterior “Reversi” de Lewis Waterman, que tinham essas configurações, por ser uma semi-cópia, mas acredito eu que a burrada de Mollett foi ter ele a partir desse momento, largar o tabuleiro em formato de cruz, e relançar o jogo com o mesmo formato de tabuleiro de Waterman, mas agora com o nome de “Annex – A Game Of Reverses”, e é óbvio que Warteman agora com toda a razão o acusaria de plágio, onde o acusado se sentia vingado por ter suscitado isso no seu algoz, e acabou virando o famoso “elas por elas”, se Mollett tivesse investido em seu jogo em cruz, talvez tivesse galgado algum sucesso maior, mas somente quem viveu na época e viu toda a coisa de perto, poderia dar uma opinião mais fidedigna que a minha. Ah, e uma coisinha a mais aqui, por mais que o jogo Reversi londrino, depois de toda a amálgama entre Annexation+Reversi+Annex ter tido uma regra só, que diferia levemente da que é praticada dentro do jogo Othello de hoje em dia, tal como ausência de peças centrais no início da partida e término de jogo quando algum jogador passa a vez, fazendo com que esse Reveris seja inferior estrategicamente falando, (Ao colocarem as quatro peças iniciais no antigo Reversi, poderia se obter uma configuração paralela entre peças rivais, que daria vantagem matemática às brancas: Preto-Preto-Branco-Branco, ao invés das que temos hoje com o Othello: Branco-Preto-Preto-Branco (que cria um leque de possibilidades intermináveis para os dois jogadores) o jogo Othello de hoje, não existiria sem o Reversi de ontem, não na época e da forma como o conhecemos hoje, e é difícil não acreditar nisso, por isso a junção popular de chamar de Reversi todo o jogo que conhecemos que tenham as mesmas regras do jogo Othello;  um é intrínseco ao outro, por mais que as regras impostas ao jogo Othello lhe dê vida longa, ao contrário das regras limitadas do jogo Reversi antigo. Não temos como ter certeza de nada, mas pelo que eu vi, é isso que eu acho.

Por que jogar em/e colecionar tabuleiros?

Por que não? Sério... se você ainda não sentiu a graça e o prazer que é poder jogar num tabuleiro e poder virar as peças com suas próprias mãos, você não sabe o que está perdendo.Mas respeito a galera digital, também sou em parte digital, e nasci digitalmente para esse jogo, e também gosto muito de jogar virtualmente, mas o que não me faz pensar jamais que uma partida online tem a mesma graça (pessoal) do que jogar cara a cara com alguém num tabuleiro, é muito bom! Por isso que desde a época em que vi a fotinho do tabuleiro de Othello da Grow, na capa de imagem da comunidade do Orkut: “Othello/Reversi” eu me apaixonei e fiquei alucinado para ter um, o que de fato demorou mais uns dois anos para eu ter, que foi quando eu ganhei um de presente da minha namorada em dezembro de 2008, e me surtiu durante muito tempo, até eu colocar em mente que enquanto eu não tivesse o Othello Tsukuda Original, eu não me aquetaria, o que veio somente em 2014, e peguei gosto pela coisa, tanto que comecei a colecionar alguns outros modelos, sempre sobrando um dinheirinho, tento comprar algum, virou um hobby quase tão bom como jogar o próprio jogo.

Bom, mudando de assunto... O que você pensa quando está jogando? Como pensa nas jogadas?

Não sei vocês, mas eu penso em muitas vozes ecoando pelo meu córtex cerebral, ou “ouço” um silêncio, não há conversação introspectiva, mas às vezes o silêncio é quebrado por vozes interrogativas, e sinais oriundos de pura percepção intuitiva, e faço a jogada. Quando a partida é mais acirrada e tem um certo desafio pessoal por trás, a coisa muda, a agitação cerebral é elevada, passa de canto de grilos à fogos de artifício na praia de Copacabana, consequentemente se há uma recompensa pessoal pela vitória, aumenta-se os batimentos cardíacos e o corpo começa a suar um pouco, mas esses casos são raríssimos para mim, equivalem a menos de 3% dos casos, na maioria das vezes o que me impera é mesmo o reflexo e respostas condicionadas, dentro de um silêncio que só é quebrado algumas vezes para decidir um novo caminho dentro das ramificações de variáveis de jogadas, do qual eu tenho um leque memorizado de respostas práticas, que quando não tenho, tento criar, e só. Obs: Eu ganho mais partidas quando estou escutando algo, do que quando permeia o silêncio preguiçoso.

Flyordie, é o melhor lugar mesmo para se jogar?

Se você quiser “jogar”, nem de longe esse é o melhor lugar, porém se você quiser jogar e quem sabe através de uma conversa conseguir amizades ou dar umas boas risadas, (ou passar raiva) talvez o Flyordie seja mesmo o melhor site para se jogar Reversi, além de ter um visual gráfico insuperável, com suas pecinhas nórdicas que se digladiam em fogo e gelo, que imagino ter uma relação sim com a mitologia escandinava, representando talvez  as terras de Niflheim (Mundo Frio) e Muspelheim (Terra do Fogo) o próprio símbolo do site já tem um dragãozinho cuspindo fogo (Nidogue?), pois bem... É um site onde você pode encontrar desde jogadores novatos, passando por jogadores regulares até os especialistas de todos os níveis e diversas habilidades, e que foi criado penso eu, em 2001 (já me disseram que ele existia antes e se chamava “Banana Games”), sei lá, eu duvido muito já que para ter esse nome a plataforma deveria ser de algum país de língua portuguesa, 
tal como o Brasil, Portugal, Angola e etc, (digo, PROVAVELMENTE, não que eu morando aqui no Brasil não possa criar um site dedicado aos alemães com linguagem adaptada e tudo mais) coisa que acredito não ser, e o que sei é que o Flyordie é um site húngaro e nada mais, e continuando o papo, sei que é um lugar meio doido, lá a trapaça corre solta, a impunidade lembra muito a do sistema penal brasileiro (não funciona mesmo), e manda quem é mais idiota; sem contar a paranóia que chega a ser risível às vezes, onde muitos jogadores fortes são confundidos com trapaceiros que estejam utilizando programa, (sem ser hipócrita, não que todo mundo não já tenha se enganado assim alguma vez na vida [bad])) inclusive tem um sujeito brasileiro por ali que é bem famoso em acusar a todos injustamente, em umas... deixa eu ver... 100% das vezes, mas restrinjo-me a ser discreto quanto a dizer quem é (risos) se você é um bom jogador, honesto e educado, ou você finge que não tá vendo nada ou vai passar raiva, mas... Tem muitas qualidades, e Reversi nem é o jogo que leva mais gente para esse site, jogos como Xadrez, Damas e Gamão juntos levam uns 5 mil jogadores diariamente ao Flyordie, o Reversi leva uns 130 diariamente, sem contar todas as denominações de sinucas que há por lá que levam uns 400 jogadores ou mais diariamente também, ou seja, o Flyordie é mais que apenas jogar Reversi, mas como eu jogo mesmo é esse jogo nessa grandessíssima plataforma, restringir-me-ei apenas a falar desse pequeno, mais interessante, nicho do site. Um problemão que você irá com certeza passar lá no Reversi, (em outros jogos também, provavelmente) é o fato de trapacearem usando software especializados para passar coordenadas ao jogadores, mostrando-lhes o melhor movimento, NÃO É PROIBIDO, isso mesmo, o Flyordie permite a trapaça, e a única coisa que eles fazem é marcar o cidadão ou a cidadã (quando raramente os identificam) com uma exclamaçãozinha vermelha na frente dos pontos do nick, bonito né? (risos) Porém, preparem-se, ainda tem mais. O único momento em que o Flyordie proíbe peremptoriamente o uso de softwares (programas) para trapacear, são durantes os famosos “Torneios do Flyordie”, onde somente são permitido a participação de pessoas com nicks assinados, ou seja, a jogadores que pagaram aqui no caso do Brasil, uma de suas taxas, (7.00 R$ mensal ou 34.00 R$ anuais) e a estes é concedido o direito irrevogável de jogar qualquer torneio flyordiano enquanto sua assinatura estiver válida, e olha, pessoalmente eu acho esses torneios muito interessantes! Tem jogadores de todos os níveis, e uma galera mais educada, e os jogos  não são demorados, uma vez que cada partida tem a cronometragem geral de 1 minuto para cada jogador apenas (Uma partida normal são 10 minutos para cada), isso tudo instigaria os participantes a jogarem na base do raciocínio rápido e mostrar suas habilidades, nua e cristalina frente a outros participantes, isso tudo se não fosse por um pequenino problema... Usam programa também no torneio! Pois bem, e cadê a fiscalização?! Desculpe, qual fiscalização? Até onde eu sei o principal moderador que toma conta ou deveria tomar conta do Reversi do Flyordie, o tal de “Thor von Midgard” está mais preocupado em banir nicks “perigosíssimos” que não fazem mal a uma mosca, só por utilizarem talvez palavras pouco coloquiais em sua estrutura, e nada mais, do que realmente punir e banir jogadores que trapaceiam durante os torneios, coisa que é proibido pela própria regra do site. Mas...tirando tudo isso, ainda por incrível que pareça, ainda gosto do Flyordie, bem mais do que do PlayOk, que ao meu ver, parece um site frio, apático, prefiro o sangue quente do Flyordie.

Quem são ou quem é o jogador brasileiro de Reversi mais forte por ai?

Depois de uns 10 anos ininterruptos jogando por ai, em alguns sites e em campeonatos presenciais, obtive uma pequena ideia de quantos jogadores de linha tem por ai, e talvez essa ideia assuste um pouco, mas a verdade é que não há muitos não... Eles estão por ai, mais espalhados nesse pequeno Universo do que a vida inteligente pelas Galáxias (não pensei em uma analogia que prestasse [sad/mode]) mas um que eu me lembro nitidamente e que verdadeiramente me chamou a atenção pelo excesso de habilidades incríveis, foi um jogador que já haviam me falado antes, um tal de “buyo” lá do PlayOk, ele é mesmo brasileiro mas com ascendência japonesa, e disse se chamar Adrian, e de fato em 9 partidas rápidas de 1 minuto cada,  na época de 2009 mais ou menos, (nessa época o meu nível técnico era inferior ao de hoje, 2017) levei uma surra de 2-7! Muito bom, pensei... Então resolvemos mudar o cronômetro, e colocar agora 5 minutos para cada, para que eu pudesse pensar um pouco mais nas jogadas, e jogamos apenas 3 partidas, 2-1 para mim. Tempo de jogo, site, tipo e tamanho de tabuleiro, podem mudar muita coisa num jogo, mas de fato senti que esse jogador era infinitamente melhor do que eu, hoje em dia já não sei mais. Eu posso contar aqui mais ou menos uns 22 jogadores de ponta aqui no Brasil, dos quais eu conheço e já joguei, mas pode haver um pouco  mais que isso, e provavelmente há.

Há outro jogo além de Reversi?

É claro, mas foram poucos que chamaram a minha atenção, o primeiro de todos com toda a certeza foi o famoso “Jogo da Velha”, eu lembro que eu ficava treinando dia e noite para saber a melhor jogada, e até mesmo fiz um livrinho de regras e estratégias. Eu era quase imbatível nesse jogo, e ainda sou (risos). Mais para frente no tempo, e mudando de jogo, eu ainda me lembro do dia em que salvei no jogo Sonic The Hedgehog -2,que era outro jogo que eu amava, festejei pra caramba! Isso há muito tempo já, foi um dos primeiros jogos que realmente me chamaram a atenção, e lembro também que eu jogava muito o Football Soccer 95 do Mega Drive, eu amava... Eu tinha esquema tático e tudo, e o time que eu mais gostava de vestir a camisa era o Norwich da Inglaterra, talvez pelo seu uniforme lembrar as cores mais representativas dentro do esporte, da bandeira do Brasil (verde e amarelo), ou sei lá o porquê, mas sei que chamava esse time de “Time do Milharal”, algo relativo a milho mesmo, sei lá o porquê de novo. Antes disso, eu amava um jogo de Labirinto do Atari, mas calma, não é Pac-Man não, que a propósito eu nem jogava muito, não me deslumbrava nem um pouco a propósito. Era outro jogo do qual eu não sei o nome, e tinha que atirar nuns fantasmas e monstros que corriam atrás de você por todo o lugar, bem copiado do Pac-Man, mas melhor, pois você ao invés  de uma bolinha correndo era uma pessoa (aquelas quadradas bem características do game) com uma arma na mão e atirando. Eu não vou discorrer muito, mas eu também era muito bom no Boxe do Atari, êta joguinho bão sô!

Mais para cá na história, apenas pouco mais de um ano após eu descobrir o Reversi num celular antigo, numa Lan House, que era a febre de uma década atrás, eu descobri um jogo de tiros espetacular! O nome dele é bem famoso até mesmo para quem não é lá tão ligado assim em games, Counter Strike... no caso o 1.6 mesmo... O jogo maravilhoso... Eu era ruim, não durava 1 minuto vivo no meio daqueles ratos adolescentes de Lan House, mas quando eu comprei o meu computador e instalei esse jogo... Tá continuei ruim mesmo, mas um pouco menos ruim, a tela que eu mais gostava e ainda gosto, é a da Itália. Eis então que eu descobri um outro joguinho que me chamou muito a atenção, e que viria a ser um dos fortes candidatos a desviar meu caminho reversiano, (O Counter Strike 1.6 quase que conseguiu), era o nórdico Tablut, também conhecido como  “Tafl”, que para quem não sabe se trata de um jogo de tabuleiro escandinavo, apreciado dentre outros, pelo povo Viking. Eu acabei largando um pouco o jogo quando descobri que ao menos no modelo em que eu jogava havia uma certa limitação estratégica para um dos jogadores que jogasse com um dos lados disponíveis, mas eu estou falando aqui meio que por cima, há variáveis tipos de configurações desse jogo, que vai desde tamanho de casas disponíveis no tabuleiro até mesmo a quantidade de peças, e eu sinceramente não conheço nada além daquele em que eu jogava no site Ludoteka, que de qualquer maneira, era muito legal. Jogos como Xadrez sempre me chamaram a atenção pelo charme e beleza das jogadas, mas nunca tive vocação alguma para jogar esse jogo. Ah! E eu também cheguei a inventar alguns jogos há muito tempo, um deles se jogava com uma mesa de Futebol de Botão e Pilhas... Mas isso já é uma  outra história. (risos). E deixando bem claro, larguei praticamente todos esses jogos, me dedicando agora unicamente ao Othello/Reversi, valeu pessoal.

Bom, vou ficando por aqui nesse breve mais divertido e sem noção devaneio, espero ver vocês mais vezes durante esse ano, fiquem todos na paz, e até mais.

Abraços


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Othello Federação Ltda




Othello Federação Ltda

Olá a todos,

Já faz oito meses desde a minha postagem explanando os problemas do atual cenário da FBO e ideias para engajar um caminho, e eis que tivemos sim alguns avanços, como por exemplo, os contínuos torneios e copas realizados em Nova Odessa e região por Moisés Jr. que tem sido nosso mais importante entusiasta nos últimos tempos. Fora ideias futuras como o reconhecimento da Secretaria Estadual de Esportes do Othello como um esporte oficial, e nesse momento a coisa vai dar uma guinada magnífica, porque poderemos ter esse patrocínio estatal (não sou nenhum fã e idólatra do Estado, mas como eu disse antes, para esse jogo “morto” que tanto amo, qualquer ajuda é bem-vinda) e isso permitirá quem sabe, montarmos e enviarmos uma equipe brasileira ao Campeonato Mundial nos próximos anos. Mas e ai, o que é necessário para pularmos essa fase do jogo e irmos adiante? Depende, se a sua intenção for realmente ver o jogo Othello num patamar de reconhecimento ao menos próximo a uns quarteirões do que é visto no Xadrez, existem três respostas: A primeira eu já encimei, é por meios governamentais, que é basicamente o que tem sido feito nos últimos meses lá em Nova Odessa, uma outra opção seria por meios de patrocínio comercial, que é o que só houve uma única vez na história desse jogo aqui no Brasil, lá no ano de 2004 com a Grow  (nos campeonatos mundiais e no Japão, empresas patrocinam os eventos de forma corriqueira), a outra opção é a da atitude pessoal, aquela em que você mesmo sem a ajuda de ninguém monta sua página no Facebook, Blog; Youtube; Whatsapp e Dissemina o jogo. E das duas outras alternativas que nos restam além do governo, essa independente é a que mais gosto, pois com ela não precisamos “pedir esmola” de ninguém, e podemos fazer o jogo crescer novamente que com o tempo, trariam patrocinadores para o jogo, os novos empreendedores querendo relançar o jogo aqui no país em grande escala, sem necessariamente dar ouvido ao copyright Othello, mas sim ao jogo Reversi. Como já falei aqui no blog, a empresa Ludens Spirit relançou o jogo aqui no país com a patente “Yin-Yang”, e isso já foi de grande ajuda a todos, mas podemos ir adiante, imagina a Hasbro ou quem sabe, a Estrela relançando o jogo aqui no país? (a Estrela já tem a categoria de jogos chamada “Academia da Mente”, então não seria impossível isso).

Mas e então, o que está acontecendo agora?

Bom, todo o levante reversista tá indo muito bem em Nova Odessa, de escola em escola, de cidade em cidade, mas para ir mais à frente é necessário algum reconhecimento oficial, que para a Secretaria de Esportes só se pode ter através de um sítio oficial, que no caso do Reversi seria através da página da Federação Brasileira de Othello, que é o órgão reconhecido internacionalmente pela World Othello Federation como a representante do jogo Othello no país, tudo seria muito fácil se não houvesse um porém:  Esse, que é o órgão que deveria dar todo tipo de subsistência àqueles que queiram divulgar o jogo está totalmente inativa há dois anos, sem nenhuma atualização e ainda com total dependência de hospedagens caríssimas ao ano, (cerca de 400.00 Reais Anuais) e como que ainda não fosse o bastante, ao que parece ser, se iguala à “Othello Club Deutschland” que seria o Club Alemão de Othello, que tem um dono, que é algo que jamais deveria acontecer com um órgão desses. Ao meu ver, e acho que todos concordam com isso, a Federação Brasileira de Othello é de todos! Óbvio que não necessariamente significa que qualquer um poderia mexer e implementar diretrizes ao bel-prazer, algo como uma cooperativa que se recicla uma vez a cada ano ou a cada dois anos que fosse, mas dando a possibilidade a todos que realmente têm um real comprometimento com o jogo de atuar, de decidir metas de acordo com as exigências da WOF e que dessem guinadas na propaganda do jogo no país. A Federação Brasileira de Othello nunca, jamais poderia ter um dono, (pois ao que parece, “quem paga a hospedagem do site praticamente é o dono” já que não acredito em altruísmo nesse caso) que é o que tem parecido acontecer aqui no nosso país. A FBO, atualmente não faz absolutamente nada, além dos pífios campeonatos protocolares com no máximo 4 a 6 jogadores por ano, e vira e mexe manda os resultados à WOF, que diz OK, valeu.

Temos algumas sugestões para o impasse?

Sim, a primeira delas é redemocratizar a FBO, que atualmente nem mesmo as ditas eleições presidenciais acontecem mais a cada ano como exige a regra, o nosso atual presidente é realmente muito bom, mas assim como qualquer outro membro da diretoria da FBO, vive de mãos atadas por não conseguir nem mesmo permissão para mexer no site, até mesmo eu que era incumbido disso tive minha senha extinguida sem mais nem menos, (Ok, sumiu e durante dois anos não teve atualizações no site, qual seria o papel do “dono” do site? Reparar na ausência de postagens e se preocupar, não? O que houve foi somente um total desmazelo) Outra ideia que foi sugerida foi a de encontrar uma nova hospedagem ao site da FBO que fosse deveras mais barata e independente, o que foi rechaçado pelo “dono da FBO”, que preferiu respostas evasivas e desconexas,  foi também sugerido que  já que o site tem que ficar nas mãos de uma pessoa (“dono”) que fosse nas mãos de uma pessoa comprometida, como é o caso da Federazione Nazionale Gioco Othello Italian Othello Federation que é um site criado por Biagio Privitera e que ao mesmo tempo é o maior entusiasta do jogo no Itália, é meio ditatorial? É, mas ao menos ele não atravanca o jogo em seu país. Outro caso é o da Ivory Coast Othello que nem sequer tem um website, mas que tem como “dono” Jeannot Ourega, que é também o maior entusiasta do jogo Othello na Costa do Marfim e, por que não, de todo o continente africano. Ainda a tempo, acontece o mesmo no Japão com o presidente Goro Hasegawa que é meio que um Rei na história desse jogo na era moderna, mas que ao invés de atravancar, ele faz a coisa toda andar lá no Japão e no mundo. Aqui no Brasil a atual pessoa mais comprometida e com tempo em período integral para isso seria o Moisés Jr. mas o máximo que lhe foi concedido pelo “dono” da Federação Brasileira de Othello foi um login (todos à serviço do Faraó?)no site, porém sem se esquecer que para atualizar o mesmo necessita enviar emails para um empregado que trabalha no prestando serviço à plataforma de hospedagem, para ai sim, depois de uns três dias a pessoa publicar/alterar o que você pediu, e com sorte não ter erros na postagem. Como eu disse antes, o site da Federação Brasileira de Othello é um dos mais bonitos do ramo que eu já vi, e é cheio de ferramentinhas interessantes, mas sua total dependência de terceiros para manutenção das informações (empregados da plataforma de hospedagem) e como se não bastasse, com o total e atual único domínio de uma pessoa só que não abre mão da propriedade da FBO e que não deixa “ninguém mais brincar” com o seu brinquedinho, a coisa tá mais parecendo o regime fascista de Benito Mussoline “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado” é só trocar o nome Estado por FBO.  Mas, esquenta não, eu tenho uma boa notícia para vocês... não é uma real exigência da WOF ter um site específico para dar-lhe o nome de “Acrópole” como os antigos gregos denominavam o santuário político e filosófico das cidades, que eram sempre situados nos montes na Grécia Antiga, por motivos estratégicos e simbólicos, nesse caso a WOF pode reconhecer uma casinha de madeira localizada abaixo de um barranco, com um humilde marceneiro morando nela, como o representante da propaganda reversista no país, ou seja, não é necessário website algum! Algumas federações e associações não têm website e mesmo assim são de total atividade no escopo mundial, não há prevaricação desses reais colaboradores e apaixonados pelo jogo, eles energizam o jogo em seus respectivos países, que é o caso da Denmark Othello Federation com o Henrik Vallund, a Suomi Othello Finland Othello Federation com o grande jogador Lari Pihlajapuro, e um outro exemplo aqui  mesmo na América Latina seria o Club Argentino de Othello que tem Daniel Olivares sempre atualizando seus compatriotas, nos três casos através do Facebook. Ou seja, nós podemos com todo o respeito dar uma “banana” ao Website FBO e fazermos nossa divulgação nós mesmos através de blogs, Youtube ou como nos exemplos acima, através do Facebook, desde que sejam obedecidas as regras dadas pela WOF e sempre linkando e documentando todas nossas ações, nada nos impedirá.

Acredito eu que toda essa situação vexaminosa e por que não mesquinha, da qual o Othello nacional  se encontra hoje em dia, com todas as suas dissensões acabarão um dia, e se tudo der certo nada irá tolher o crescimento do jogo em nosso país, aos poucos estamos abrindo mão daquilo que não precisamos, e rumando ao que realmente nos interessa, tendo em mente que a Federação Brasileira de Othello não é sine qua non, e que não atenderemos aos caprichos alheios de um jogo que é de todos nós, onde todos podemos e devemos opinar para render melhorias.  Chega de respostas evasivas! Chega de promessas que nunca vingam, oriunda de interesses meramente pessoais.

O amor ao jogo é a nossa égide, se você tá junto nessa, não deixe de participar dos nossos grupos no Facebook: Brazucas Por Othello e Revolução Paulista Othello/Reversi, e no nosso grupo do Whatsapp. (Para participar do nosso grupo no Whatsapp é só me procurar no Facebook com o nome de Fabrício Silva e me enviar uma mensagem privada com o seu número de telefone, deixarei o link das páginas no Facebook e do meu próprio Facebook abaixo).

Obrigado a todos.

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sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Ontologia do Jogo Reversi


Há uns dias eu estava pensando como seria legal casar algumas noções que encontramos dentro do jogo Reversi com algum escopo filosófico para facilitar (ou talvez não) a compreensão de alguns paradigmas intrínsecos ao jogo. Pois bem, todos sabemos que no final do século 19 nasceu ao menos dentro do conhecimento oficial, o nosso queridíssimo jogo lá no velho mundo, lá na terra da Rainha, a sempre inovadora Inglaterra. Não se sabe como aqueles pioneiros jogavam, quais eram as suas técnicas, quais eram seus primeiros pensamentos mais aprofundados em torno do jogo, mas talvez até mesmo com um certo nível de segurança, eu posso assegurar-lhes que deviam no geral, usar conhecimentos e compreensões deveras diferentes das que utilizamos hoje em dia, num mundo dominado pela tecnologia e digitalização dos meios, no advento da ciência computacional e progresso da Inteligência Artificial as nossas experimentações do mundo, dentro dessa era pós-moderna é diferente da clássica em muitos aspectos, e não poderia ser diferente dentro da mente dos jogadores antigos, vejamos o porquê.

Pulando quase um século de história e ignorando o total hiato e obscurantismo do qual o jogo Reversi entrou, cheguemos ao ano de 1977, apenas meia dúzia de anos após a reconfiguração do jogo e de todo o marketing publicitário no relançamento do jogo, que surgira agora com um novo e shaskepereano nome: Othello. E foi nesse ano que em Tókio acontecera o primeiro campeonato mundial de Othello, e logo de cara foram dois mundiais num ano só! Mas foquemos a esse primeiro, onde o japonês Hiroshi Inoue fez a grande final contra o norueguês Thomas Heiberg, o batendo nas duas partidas sem lá grandes dificuldades. Pois bem, aquela era uma época em que ainda não haviam os ditos programas de Reversi com a força que conhecemos hoje, os poucos que tinham era demasiadamente primários, como era o que ficou conhecido como o primeiro programa de Reversi já criado, o IAGO. Os jogadores no geral tinham que aprender tudo sozinhos e copiando uns aos outros para tentar melhorar o próprio jogo, o que fazia com que essas partidas se modelassem de uma forma bem diferente dos padrões modernos, mas o porquê disso? O ser humano é um ser social, ele é quase que 100% copia e execução, foi assim que progredimos como espécie durante milhares de anos, e é assim que aprendemos nos dias de hoje, seja para o aprendizado de nossa língua, em como se dirigir um carro, aprender sobre engenharia espacial  ou fritar um ovo, o ser humano necessita de outros seres humanos para aprender as coisas, caso contrário até aprenderia coisas básicas, mas a passos de tartaruga. Nessa partida do que foi a grande final do mundial, o torneio de maior prestígio dentro do mundo do Othello, vimos dois bons jogadores, mas ainda assim ambos não muito diferentes de jogadores que nos dias de hoje estejam aprendendo a jogar Reversi, e que com pouco esforço cheguem àquele nível dos dois na década de 1970, ou seja, os meios hoje em dia são mais favoráveis a esses humanos copiarem e executarem seus aprendizados. No decorrer de mais 10 anos, no mundial de 1987 vimos um certo progresso em comparação ao nível dos jogadores de 1977, por que isso? Opa meu amigo, mas ai já haviam softweres táteis  e programas integrados em computadores capazes de derrotar um ser humano, dos programas portáteis eu posso citar dois em particular, que também foram criados pela Tsukuda (a mesma marca que relançou o Reversi em tabuleiro, o Othello) que seriam o Clementoni Othello Elettronic Box e o Tsukuda Othello G5, não eram programas fortes, mas já ajudavam. E por meios digitais o magnífico The Moor, que em 1981 derrota o bicampeão mundial de 1977 e 1979, o dito cujo falado acima, Hiroshi Inoue. Ou seja, nessa época os seres humanos com sua capacidade de máquina de xérox estavam já aos poucos remodelando sua forma de jogar, agora não era mais necessário beber da fonte jogabilística humana, agora o sabor eletrônico parecia mais ácido e vigoroso. Muito bem, no campeonato mundial de 1997 a coisa já estava bem avançada, nesse ano empresas como Microsoft já haviam se adentrado pela facilidade e o prazer recompensáveis que era poder criar programas de Reversi, e lançou em sua plataforma o jogo embutido no Windows 3.0, até mesmo empresas de videogame como a Atari lançou a sua própria versão do jogo Reversi, e os programas estavam a todo vapor, havia até mesmo em 1993 uma plataforma virtual onde programadores poderiam entrar com seus programas e digladiarem com programas de outros programadores, a IOS (Internet Othello Server) plataforma essa criado por Igor Durdanovic, foram nesses anos que também surgiram livros sobre o jogo como o “Othello: Brief & Basic” de Ted Landau e o “Othello Par L’Exemple” escrito por vários jogadores baseado em partidas do mundial de Paris na França em 1988, se um jogador quisesse aprender, ele não teria como não aprender dentro de um terreno tão fértil.

Porém, desde 1997 até os dias de hoje a coisa toda não andou muito mais rápido, com a falta de descobertas matemáticas e programabilísticas que fomentasse e desse um acicate no entendimento do que é um sistema de busca bruta (Alpha Beta Poda, Heurística, Minimax), os jogadores estranhamente também pararam de progredir, temos uma miríade de jogadores, um grande contingente de estilos e performances, mas nada que digamos “Oh, como isso?”, o entendimento sobre o jogo deu uma empacada nas últimas duas décadas, mesmo com o advento dos aplicativos de jogo dos smartphones  e plataformas de dowload como a Google Play (Android) e iTunes (iOS) sou obrigado a assumir que muito se deve a copia e cola das mesmas jogadas que também são ensinadas nesses aplicativos, alguns jogadores magistrais como Ben Seeley ou Yusuke Takanashi ou até mesmo os criativos Arthur Juigner e Nicky Von den Biggelaar têm insights maravilhosos nas partidas dos quais nos deixam embasbacados, mas quase nunca fogem de jogadas que se pegarmos para estudar, veríamos que está dentro daqueles limites estipulados pelo leque humano aprendido e pelos ensinamentos capturados de softweres especializados. Ou seja, a máxima do filósofo alemão Martin Heidegger faz todo o sentido: “Nunca chegamos aos pensamentos. São eles que vêm.”

O jogo Reversi na sua forma oficial, 8x8 ainda não tem uma solução, o número de jogadas legais é de dez elevado à vigésima oitava potência e a árvore de jogo é de cerca de dez elevado à quinquagésima oitava potência, ou seja... Se é insolúvel para programas fortíssimos, quiçá para nós meros humanos. É nessa hora que adentramos em ideias abstratas como ao da fenomenologia do filósofo prussiano Emmanuel Kant, que diz que só o que podemos conceber através do uso da razão é o que experimentamos, há um todo intocável, intangível e invisível em sua real forma a nós humanos, ou seja... Seja lá o que for o jogo perfeito, só o que conseguimos conceber é aquilo que nos auto-ensinamos através de nossas vivências, e concretizamos aquilo que através de uma manipulação entendemos ser útil, então o julgamos verdadeiros. Se você leu a minha última postagem onde falo sobre a obsessão ao padrão, ainda mais nas aberturas de jogo, você entenderá o quão benéfico foi a criação dos ditos sistemas  XOT, onde uma plataforma cria aleatoriamente aberturas matematicamente equilibradas das quais você dará continuidade com seu adversário humano. Antes disso, acredito eu que deveria ser algo a contar nos dedos de uma só das mãos os jogadores que saíam daquelas aberturas já manjadas e ditas seguras pelos programas desde a década de 1980, ou seja, esse novo sistema deu um novo insight aos jogadores dos quais gerarão bons frutos lá na frente dentro do entendimento do jogo como um todo.

Bom, para finalizar eu fico aqui pensando, eu e minhas conjecturas sobre as possibilidades que ainda irão ser descobertas (ou virão até nós como diz a máxima de Heidegger) em torno do jogo Reversi, ainda estamos trilhando um caminho desconhecido, que será talvez finalizado lá bem na frente dentro do tempo, por novas mentes criativas e curiosas, que ajudarão a formar jogadores de um nível nunca antes visto, é esperar para ver.

Hoje meu blog faz 7 anos de idade, então resolvi trocar uma ideia aqui com vocês, até a próxima. :)

Alguns dos jogos dos mundiais de 1977 até 2015.

1977 (Jogos da Final)


Hiroshi Inoue 34 - 30 Thomas Heiberg: F5D6C3F3F4D3C4G6F6E6C5C6D7D8E7G5E3D2G4H3F7B5H5G3B4B6C8B8C7E8F8G8H4H6E2D1C1A3A6A5E1F2G7C2A4H8A2B7F1B3B1B2H7A7A8A1G1G2H2H1

Hiroshi Inoue 45 – 19 Thomas Heiberg F5D6C5F4E3C6E6F3D3F6G4C4B4A3B5E2D2H4C7B3C3A6D7D1C1C2E7B6E1F1G1F2B1C8A5A4D8E8B7A8B8B2A1A2G5H5G3H3A7G2H1H2H6G6H7G7G8H8F8F7



1987

Peter Bhagat 21- 43 Ken‘Ichi Ishii:  F5F6E6F4G5E7F7H5E3D3F3D6C7C5D8G6H4H3C6G4G3E8F8C4D2C2B3B5D1C3A5D7E2B4B6A3H7H6H2B8A4A6B2A2G7E1C1F2G2F1G1H8G8C8A7A8B7H1B1A1

Karsten Feldborg 37-27 Brian Rose :  F5F6E6F4E3C5C4E7G4G3G5F3E2H6D7D6E8H4G6F7F8C8H3H7B5F2F1A5B6C7C6D8B8C3A4D2D3A3C1C2B4B3A7D1E1H2H5G2B1G8H8G7A2A6B7A8H1A1G1B2


1997

Graham Brightwell 38-26 David Shaman :  F5D6C3D3C4F4C5B3C2E6C6B4B5D2E3A6C1B6F3F6F7E1E2G5D7E7G4C7H6F1G6H3H5G8E8G3D1B1F2G1D8C8B8B7A8A7A5H4H2A4A3F8H8B2A1A2H1G2G7H7

Makoto Suekuni M. 20-44 Emmanuel Caspard :  F5D6C3D3C4F4F6F3E6E7D7G6D8C5C6C7C8B6E3F8E8B8B5G5A6F7G4B4B3E2H5H3D2F2H7H6E1B7A8H8H4G3F1C2D1A4G8A3A5B2A2G7G2A1B1A7H2H1G1C1

2007

Stéphane Nicolet 27 – 37 Kenta Tominaga

c4e3f4c5d6f3e6c3d3e2b5c6d7f6g6f5b4e7f7a4g5g4h3h5g3h6h4h2a3a6b3c2a5a2d2c1f2e1d1f1g2c7b2h7b6a1b1c8d8a7b8e8f8h1g1g7b7a8g8h8

2015

Yusuke Takanashi 36 – 28 Makoto Suekuni

f5d6c3d3c4f4f6g5e6d7e3e7g3c5b6b5c6b4c7b3d8a6h6c2e8g4g6f3h3f7f2f8d2d1e2e1a3f1a5b2a1c8g7h4h5h8h2h7b1h1c1g2g8a7a8a2b8b7g1a4

Não sabe colar as transcrições no WZebra? Então aprenda aqui nessa minha outra postagem, link mais abaixo:

http://othelloclassic.blogspot.com.br/2010/06/wzebra-o-modo-para-se-seguir-as.html

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Obsessão Pelo Padrão



A obsessão pelo padrão

Já repararam que os jogadores em geral, desde os mais iniciantes ao melhores tendem a fazer sempre as mesmas aberturas? Ok, isso se deve ao fato de que no inconsciente gerou-se uma estrutura do que é seguro e do que não é seguro fazer quando se joga Reversi, e isso se fixou muito nas ditas aberturas.  Você pode observar as mais famosas de todas que têm até os respectivos nomes de quem as patenteou e/ou nomeou,  Rose-Bill, Tamenori, Nicolet, Brightwell, Tanida Buffalo, Mimura Variation 2, Lollipop, No-Cat (Continuation) e etc... são muitas... Levando em consideração de que matematicamente o Reversi 8x8 não foi ainda decodificado, você conseguiria dar uma resposta honesta do porquê não criar uma outra abertura que fuja dessa premissa e ainda sim ter uma certa vantagem no jogo?

Isso me lembra aqueles embates filosóficos onde alguém diz que fulano não tem o ônus da prova, e sicrano diz que beltrano também não o tem, por estas respostas estarem dentro de um escopo ontológico, e a epistemologia  não trará a visão necessária para uma resposta fidedigna por ambas as partes.  E uma vez que metafisicamente falando é impossível empiricamente provar que a simples matemática de 2+2 é igual a 4, imagina então os bilhões e trilhões de possibilidades de jogadas possíveis que há no Reversi tradicional?  Estima-se que o número de partidas possíveis é algo em torno de 10 elevado à quinquagésima quarta potência,  então supomos que exista uma abertura “X Special” que ninguém usa por intuitivamente parecer insegura, mas que desde que seguida de maneira correta poderá lhe dar vantagem no jogo, ao ser rejeitada por cada vez mais jogadores, ela tende a parecer inconfiável,  mas essa percepção é apenas fruto de um mecanismo biológico, construído pelo cérebro humano e espalhado como um meme. Na verdade todos ficamos craques na mesma coisa, a intuição que foi e é uma arma maravilhosa no sentido da sobrevivência humana durantes milhares de anos, nesse caso pode apenas ser a afirmação e glorificação do erro. Nesse sentido, a intuição é um erro que um faz e o outro assina embaixo.

De forma alguma eu estou dizendo que as aberturas tradicionais estão erradas, matematicamente falando elas também fazem todo o sentido, os programas estão ai para falar por mim, mas já pararam para pensar o porquê existem  programas e programas? Todos usam o mesmo método Poda Alfa-Beta, porém a árvore de busca que um cria, o outro é incapaz de criar, de “enxergar”, é matematicamente além da sua visão computacional. Ou seja, o programa erra, mas o fato dele errar não significa nada para saber se o outro acertou, na verdade Reversi mesmo para máquinas pode ser um jogo onde ganha quem erra menos, assim como é entre humanos. Então voltemos a idéia central do post, que é o porquê de você e,  nem mesmo eu nos arriscarmos em aberturas alternativas, (alternativas no sentido de terem sido excluídas, mas ainda assim iguais) é interessante chamar essas aberturas de alternativas, porque me faz lembrar que nos tempos antigos os Romanos e seu império continental chamavam aos não romanos de bárbaros, que é justamente o mesmo nome que os gregos davam aos romanos por serem “não gregos”... (risos), então acredito eu que deveríamos focar mais nessas outras aberturas esquecidas pela história do jogo, e a visão memética dos reversistas no decorrer do tempo.


Óbvio, falei até agora de uma preferência geral que tem a assinatura dos jogadores mais bem treinados, mas existe uma outra classe de jogadores que mesmo sendo muito bons, e habilidosos no jogo tem uma inconstância perceptível no jogo, e não seguem o padrão na aberturas dos “viciados”, e procuram sempre construir suas próprias aberturas, mas com algumas exceções, mesmo esses ainda sim seguem alguma premissa, seguem algum padrão que em quase nada se compara aos inéditos jogos iniciais à la XOT playokiano, ou seja, o padrão está lá, vivo e pulsante.  Tá Fabrício, mas isso ou aquilo, esse ou essa não acabam no final das contas sendo um padrão? Sim, tudo é em si um padrão,  mas é a niquice de aberturas utilizada por oito em cada nove jogadores de muito conhecimento que me surpreende.

Em “Alice no Espelho”, a jovem menina se depara com um mundo de possibilidades através daquele vidro, um mundo todo quase igual ao seu, porém, tudo  invertido. A pergunta que eu li certa vez em uma revista ainda me persegue: “Será que o leite tem o mesmo gosto naquele mundo?”, talvez alguns respondam que sim, mas pense mais um pouco e leve em consideração que as moléculas e átomos que compõe a química que constrói aquilo a que chamamos de leite está ao contrário, não sabemos se o gosto seria igual, nem mesmo se o leite poderia exatamente existir nesse mundo. Nesse sentido, se o leite existisse nesse novo mundo, ele teria algum gosto e poderíamos tomá-lo desde que não fosse venenoso ou danoso de alguma forma à nossa saúde, apenas teríamos que adaptar nosso paladar a ele, assim como algumas pessoas se adaptam a alimentos dos quais a principio achavam ruins, amargos ou azedos, lembre-se, o gosto não existe, é apenas uma interpretação do seu cérebro. Então se puxarmos esse sentido as aberturas inexploradas do Reversi, a metáfora se ajusta perfeitamente já que o que temos que fazer é justamente se adaptar àquilo, treine seu “paladar” nessas novas velhas e eternas aberturas, que estão lá à espera que as desvendem.   Nossa mente procura a simetria, cria o belo no simétrico, os rostos mais atraentes são quase sempre os pares perfeitos, (lado esquerdo e direito idênticos) mas saiba você que o universo é assimétrico, afinal de contas seu corpo e boa parte daquilo que o compõe em nível celular ou não, também é.  Acredito que a perseguição com o jogo simétrico e aberturas padronizadas sejam um delírio jogabilistico, tanto quanto a percepção da beleza. Explore o outro mundo, seja uma Alice nesse sentido e se desprenda dessa criação da mente humana que tanto serve para dar algum sentido a nossa vida mas que às vezes faz o papel do grilhão em suas pernas, se liberte! Lembre-se, o Universo é assimétrico em sua essência.



Eis algumas aberturas não convencionais e algumas de suas loucas nuances:

   1. f5   2. d6  3. c4   4. f3 5. c5   6. e6 7. e7   8. g4 9. g5  10. c6 11. f4  12. f6 13. e3  14. e2 15. d7


   1. f5   2. f4 3. e3   4. f6 5. g4   6. c5 7. f7   8. g3 9. f3  10. e2 11. d3  12. h4 13. h5  14. f2 15. h3


   1. f5   2. d6  3. c7   4. f6  5. e6   6. f4  7. d3   8. c6  9. e3  10. f3  11. g4  12. h3 13. g5  14. h4 15. g3


   1. f5   2. f6  3. f7   4. e3 5. f3   6. g5 7. h4   8. d6 9. e6  10. f4 11. g4  12. h5  13. h6  14. h3 15. h2  16. g3


   1. f5   2. d6 3. c7   4. d7 5. c5   6. f6 7. d8   8. b6 9. f4  10. g4 11. e3  12. e6 13. e7  14. d3 15. f3



Aqui nesse link, você poderá ver algumas das aberturas mais tradicionais citadas por mim no início da postagem:

An Reversi Animated Guide

http://samsoft.org.uk/reversi/

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Disseminando o Reversi





Olá a todos mais uma vez, e cá estou eu para passar a limpo tudo que vem acontecendo no Brasil após a minha última postagem. Tivemos algumas propostas, ideias e apoio e, de certo modo a coisa até que fluiu,  e em outros aspectos a coisa ainda poderá bombar no futuro, e em outros infelizmente ainda está na promessa e empacada.


Com um mês de antecedência foi marcado uma liga de Othello na Ludus Luderia,  onde o negócio seria apenas jogar por pura diversão, e divulgar e ensinar o jogo aos interessados, e por ser num local famoso por ser o polo dos jogos de tabuleiros aqui em São Paulo, esperava-se a presença de muitos curiosos, algumas pessoas que largassem um pouco o jogo que já estava habituado a jogar e se enveredasse por desfrutar essa experiência magnífica que é jogar o jogo Reversi (Othello), porém, seja por ter sido numa data inapropriada por ser um hiato entre feriado e final de semana e o povo ter ido viajar (aqui em São Paulo as pessoas aproveitam o feriadão para fugir um pouco da cidade e ir para diversos lugares, principalmente para o litoral.) a coisa não rolou como o esperado, foram apenas três pessoas, e isso é justamente o que vem acontecendo nos últimos campeonatos brasileiros, e nunca o campeonato foi feito numa data de feriadão, então talvez a resposta para essa escassez seja outra, vejamos.

Também com um mês de antecedência foi marcado o que viria a ser a primeira Copa de Othello de Nova  Odessa, e quando a data chegou, foi um tremendo sucesso! Nada mais nada menos do que 20 jogadores estiveram presentes no evento, representando três cidades diferentes! Logo de cara temos um Recorde em número de participantes em um torneio de Othello, seja oficial ou não, aqui no Brasil.

Mas e ai? Qual foi a diferença entre um e outro?

A resposta talvez esteja no tipo de propaganda e divulgação que é feita, que eu saiba até agora nós da FBO, onde eu me incluo, só trabalhamos com propaganda virtual, uma propaganda virtual para atrair e construir algo no mundo real, e ficar só nisso talvez seja o pior erro que estejamos fazendo desde tempos mais remotos. Talvez isso fosse mais eficaz caso o Campeonato Brasileiro fosse disputado através de um servidor e não duma placa de plástico.

Não quero aqui fazer pensar que o marketing virtual seja danoso, muito pelo contrário, ele é agregador, porém sozinho dentro desse contexto de jogos de tabuleiros pouco conhecidos, não seja suficiente. (Quando publicitários divulgam aqueles spams, ou até mesmo quando você pega aqueles papeizinhos com propagandas de uma Rave local, ou do show de algum cantor “brega” naquelas cidadezinhas pequenas, existe uma boa chance de você ir caso aquele estilo de festa seja do seu agrado, porém isso acontece por você já ter uma idéia muito boa de como uma Rave ou um show de cantores antigos funcione, e não precise de mais informações para que você vá, o que não acontece com jogos de tabuleiros antigos que quase ninguém conhece.) o que precisamos é de um marketing mais agressivo e incisivo, que é o que vem acontecendo em Nova Odessa e em cidades vizinhas, onde a propaganda é na mão, onde as pessoas não só podem ler a respeito do jogo de maneira virtual, mas também possam pegar nas peças com as próprias mãos, possam olhar o tabuleiro, possam perguntar sobre alguma dúvida específica usando a língua ao invés dos dedos, e quando veem o chamado virtual para um campeonato, ah meus caros, eles já sabem muito bem do que se trata, e tendem mais a irem.


O Othello em Nova Odessa

O que vem acontecendo em Nova Odessa me faz lembrar muito o fenômeno que foi esse mesmo jogo na Costa do Marfim; na África, onde Ourega em junção ao governo local, promoveu, disseminou e fez uma propaganda muito abrangente e eficaz a respeito do jogo Othello, ganhando o respeito e admiração de muitos outros jogadores não só dentro da Costa do Marfim, mas também em boa parte da Europa e do mundo. Em Nova Odessa, cidade pequena no interior de São Paulo, mas em grande desenvolvimento e qualidade de vida, Moisés que trabalha junto a prefeitura na divulgação e incentivo ao esporte, já vinha trabalhando com jogos mais populares como Xadrez, Damas e até Queda de Braço (Braço de Ferro é como eu conheço esse esporte) há anos, e já tinha ideia da existência do jogo Reversi, mas ainda não tinha idéia da dimensão do próprio à nível mundial, o que ele teve a oportunidade de conhecer através de mim, daí para frente ele resolveu fazer algumas perguntas sobre tabuleiros, competições e afins, e logo após a minha última postagem ele realmente resolveu botar as mãos na massa e fazer por conta própria a dita propaganda agressiva da qual me referi mais acima, e aos poucos ele próprio fez alguns tabuleiros improvisados com papel cartão verde e peças de “mesinhas de pizza” (Elas servem para evitar que a pizza desmonte ou toque na surpefície  superior da caixa nas entregas delivery, na verdade eu nem sabia que isso existia, ao menos eu nunca vi isso na vida) ou madeira MDF, da qual teve a ajuda de uma amiga local, e começou a colocar o povo para jogar, desde crianças, passando por adultos até pessoas da terceira idade, e a aprovação foi imediata! Pessoas que nem sequer sabiam que esse jogo existia, se sentiram muito bem jogando “aquilo” ali pela primeira vez. Não demorou muito para ele começar a divulgar o jogo em outras cidades, no caso as cidades mais vizinhas, e novamente tudo ocorreu muito bem, a aprovação foi boa.

Eu estou muito esperançoso com o que há por vir, creio que todos colheremos os frutos dessa linda plantação, e também deposito minhas esperanças em casas especializadas, no caso a Ludus é um ótimo lugar para fazer esse marketing agressivo, é um trabalho de formiguinha, mas quando embala, desencadeia uma reação e um crescimento exponencial. Além do mais a ideia de Ligas na Ludus ainda não extirpou, em Janeiro teremos de novo, dessa vez numa data melhor escolhida, e vamos torcer para que de certo dessa vez e,  quem sabe eu consiga ir. Também penso muito em divulgar isso em algum SESC, o que mais eu penso é no SESC Pompéia, mas também lembro que já fiz uma postagem onde o SESC Ipiranga estava fazendo uma pequena mais bonita divulgação do jogo entre a criançada, então pode ser um bom foco se antenar aos SESCs da vida.


Está sendo cogitado a ideia de elegermos um representante da FBO em cada cidade onde tenhamos interesse em divulgação, no caso este seria uma espécie de tutor ensinando, informando e organizando todo o processo de divulgação e disseminação do jogo em cada cidade.


Links:


Fotos da primeira Copa de Othello de Nova Odessa

https://www.facebook.com/moisescorreiajr/media_set?set=a.1029123823786432.1073741982.100000664718142&type=3&pnref=story


Divulgação do Othello na Costa do Marfim

http://othelloclassic.blogspot.com.br/2012/05/divulgacao-do-othello-na-costa-do.html